Justiça

Operação no RJ prende policiais aposentados que atuariam como seguranças de bicheiro

Rogério de Andrade também foi alvo de mandado de prisão, mas já cumpre pena no Mato Grosso do Sul

Operação no RJ prende policiais aposentados que atuariam como seguranças de bicheiro
Operação no RJ prende policiais aposentados que atuariam como seguranças de bicheiro
Rogério de Andrade. Foto: Reprodução/TV Globo
Apoie Siga-nos no

Dois agentes aposentados da Polícia Militar do Rio de Janeiro foram presos nesta quinta-feira 29 em operação que mira o bicheiro Rogério de Andrade. Ele também é alvo de novo mandado de prisão, mas já cumpre pena no presídio federal de Campo Grande (MS).

Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), os policiais aposentados atuam na segurança do bicheiro. Rogério de Andrade e os ex-PMs são acusados de constituir organização criminosa para exploração de jogos de azar (máquinas de caça-níquel) e realizar outras atividades ilícitas.

De acordo com as investigações, Andrade e um dos PMs aposentados subornaram policiais da ativa pra ter acesso a informações sigilosas sobre operações de combate aos jogos clandestinos.

A reportagem tenta contato com a defesa de Rogério de Andrade. O espaço segue aberto e o texto poderá ser atualizado.

O bicheiro foi preso em outubro de 2024, após denúncia de ser o mandante do assassinato de outra figura importante do jogo do bicho: Fernando Iggnácio, morto em 2020. O assassinato aconteceu, de acordo com o MPRJ, em meio à disputa pelo espólio de um dos bicheiros mais icônicos da história do Rio: Castor de Andrade, que morreu em 1997 e era tio de Rogério e genro de Iggnácio.

A operação desta quinta conta com agentes do próprio MPRJ, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo