Sociedade
ONU lança campanha contra o machismo nas sedes da Copa
Iniciativa “O valente não é violento” aposta na visibilidade do evento esportivo para combater a violência contra a mulher
Numa iniciativa para combater o machismo e a violência contra a mulher, a ONU levará às 12 cidades sede da Copa do Mundo sua campanha O valente não é violento. Voluntários e voluntárias distribuirão adesivos nas fans fests da Fifa, festas onde serão transmitidas as partidas da Copa do Mundo.
A campanha é toda moldada em torno da temática da Copa: “O Valente não usa a força, prefere correr para o abraço”; “Na escalação dos Valentes, violento não tem chance nem no banco de reservas” e “O Valente não impõe seu grito, vibra com a diversidade na torcida”. As mensagens são vinculadas pela campanha na página oficial do Facebook.
Essa é uma iniciativa que está dentro da campanha UNA-SE Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. A iniciativa também tem o apoio da Proteja o Gol, promovida pelo UNAIDS, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS. Ambas esperam conseguir se utilizar da popularidade da Copa do Mundo no Brasil para popularizar o debate em torno do machismo e da prevenção do HIV no Brasil.
Os contatos de serviços públicos de atendimento a mulheres em situação de violência em todo o Brasil, a Lei Maria da Penha e uma ferramenta que mostra os locais que oferecem maior rico às mulheres, não apenas nas cidades sede da Copa, estão disponíveis em um aplicativo para celular. O aplicativo Clique 180 tem conteúdo em português e pode ser baixado na Apple Store, na Google Play ou no site www.clique180.org.br.
A iniciativa foi criada em 2013 por programa conjunto entre o Cidades Seguras e Sustentável para Todos – “Rio por Elas” com a ONU Mulheres, ONU Habitat e o Unicef.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



