Sociedade
O tamanho dos prejuízos do apagão para o comércio de São Paulo
De acordo com um levantamento da Fecomércio, a demora na normalização da rede gerou perdas estimadas em 1,3 bilhão de reais
Somadas 120 horas de apagão em São Paulo, os setores de comércio e serviços da cidade já perderam, ao menos, 1,3 bilhão de reais em faturamento bruto.
O levantamento foi feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, e divulgado nesta quinta-feira 9.
O cálculo levou em consideração o volume de lucro dos setores aos fins de semana. “Apenas no sábado, dia seguinte à tempestade, os Serviços perderam R$ 370 milhões em receitas, enquanto o Comércio ficou com um prejuízo de R$ 185 milhões”, diz a entidade.
Também foram estimados impactos sobre os cortes de fornecimento das empresas que precisaram fechar as portas desde o temporal de sexta-feira 3, até terça-feira 7, prazo estimado pela Enel, para normalização da rede.
Até esta quinta-feira 9, ao menos 1,3 mil imóveis seguem sem energia.
Segundo a entidade, o maior prejuízo foi para o setor de serviços, que deixou de faturar 930 milhões de reais. Já o comércio perdeu 465 milhões de reais com as lojas que ficaram sem operar por conta da interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Se considerado as regiões que continuam sem o serviço essencial, o dano pode ser ainda maior.
O governo federal, bem como a Prefeitura da capital paulista, exigem a indenização dos moradores afetados, a concessionária diz que estuda meios de ressarcir os consumidores.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Câmara Municipal de São Paulo cria CPI para investigar a atuação da Enel
Por CartaCapital
Após apagão, executivo da Enel diz que empresa está fazendo ‘um trabalho incrível’ em SP
Por Carta Capital



