Economia
Negros são maioria da população que vive com salário mínimo, aponta estudo
Hoje, 43,1% dos negros ocupados recebem até 1.100 reais. Os dados demonstram a desigualdade racial e financeira do País
Entre os cerca de 30 milhões de brasileiros que recebem apenas um salário mínimo, quase 20 milhões são negros. É o que aponta um estudo da consultoria IDados, publicado nesta segunda-feira 20, com base em informações do IBGE.
Trata-se de um recorde em comparação com os trimestres anteriores. Hoje, 43,1% dos negros ocupados recebem até 1.100 reais. No quarto trimestre de 2015, no melhor momento da série histórica, eram 34,4%.
Segundo dados do IBGE, a população negra representa mais de 54% dos brasileiros. O estudo divulgado pela IDados destaca que dessa parcela, são mais de 46 milhões de pessoas negras ocupadas no mercado de trabalho.
Do total de trabalhadores ocupados no Brasil, 34,4% recebem até um salário mínimo – o patamar também é o mais alto já apurado desde o início da série histórica, em 2012.
Quanto à escolaridade, 69,2% dos que recebem até um salário mínimo não tiveram acesso aos estudos.
Outro dado preocupante aponta que, entre indivíduos com ensino superior completo, 13,4% recebem um salário mínimo. Em 2012, esse percentual era de 8,9%. Isso significa que mesmo os que se graduaram continuam a receber salários baixíssimos.
A pesquisa também trouxe dados sobre os indicadores de pobreza. Atualmente, 18,67% dos brasileiros estão em situação de pobreza. Isso representa quase 40 milhões de pessoas.
Indivíduos em situação de indigência representam 4,94% dos brasileiros, mais de 10 milhões de pessoas.
O levantamento foi elaborado a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do segundo trimestre de 2021.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



