Sociedade

‘Eu tentaria um aborto de novo, não vou mentir’

A história de Alyce*, presa em flagrante em uma clínica clandestina e obrigada a manter uma gravidez indesejada, expõe os dilemas e complexidades da questão do aborto no Brasil

(CartaCapital/CanvaIA)
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Quando duas linhas vermelhas bem delineadas surgiram em três diferentes testes de farmácia, Alyce Pimentel* viu seu futuro implodir. A gravidez inesperada era uma bomba-relógio, prestes a mandar pelos ares seus planos de estudar e trabalhar na Europa, com a ajuda financeira de parentes e amigos.

Tomando anticoncepcional e com um mioma uterino – condição que a impedia de ter filhos, na avaliação de seu ginecologista –, a jovem moradora de uma das maiores favelas de São Paulo não tinha a intenção de renunciar à conquista para ser mãe aos 25 anos. Em desespero, recorreu duas vezes a um medicamento abortivo, sem sucesso.

A promessa de uma solução definitiva veio pelo Google. Sem poder pagar os 11 mil reais exigidos por uma clínica que parecia ser mais confiá­vel recorreu a outra mais acessível, por pouco mais de um terço do valor. Alyce jamais poderia imaginar os horrores que enfrentaria na sala secreta daquele consultório. Ao despertar dos efeitos do sedativo, se viu cercada por com policiais armados. Todos foram presos em flagrante: o médico, a enfermeira, a recepcionista e uma amiga que a acompanhava.

A jovem passou aquela noite numa delegacia, à espera da audiência de custódia. No meio da madrugada, foi transferida para um presídio, algemada e dentro do camburão. Liberada após intermináveis 24 horas, foi obrigada a manter a gravidez e hoje é mãe de Maria Madalena, uma menina de 1 ano e meio.

A minha família inteira teve um ciclo vicioso, de mães que foram largadas pelos maridos. E os filhos ficam

Alyce é uma das 484 mulheres presas, indiciadas ou processadas por crime de aborto no estado de São Paulo nos últimos dez anos, como revelam dados obtidos por CartaCapital por meio da Lei de Acesso à Informação.

Neste depoimento, ela descreve uma jornada marcada por momentos de horror, culpa, medo e preconceito, mas também de redenção, após a confirmação de sua gravidez indesejada. 

Confira a seguir:

Acho que eu não tentaria o aborto se estivesse em uma outra fase da minha vida, sabe?

Eu estava prestes a ir embora do Brasil, tinha planos pra estudar fora, já tinha emprego engatilhado. Tinha toda uma carreira estruturada, certinha pra mim. Eu sempre me senti muito perdida aqui [no Brasil].

Eu morava na periferia, sempre morei sozinha desde os 20 anos. O meu pai trabalha num prédio e minha mãe é doméstica.

Depois da pandemia ficou muito difícil trabalhar, estudar, conseguir pagar aluguel. Então, quando eu recebi a proposta, pensei: “Ah, acho que é agora, minha hora!”. Iria na cara e na coragem para Portugal. Foi quando eu descobri que estava grávida.

A pessoa com quem eu estava não era um namorado, a gente tinha um rolo já há dois anos. Ele já tinha me pedido em casamento, em namoro, mas eu não queria. A gente se dava bem pra sair, num barzinho. Agora, debaixo do mesmo teto, era um caos…

A Maria foi concebida em novembro. Em dezembro, eu percebi que eu estava muito enjoada. E assim, não era normal pra mim. Eu pensei: “Acho que é o calor, bebi demais”. Era final de ano, as festas, enfim…

Quando eu acordei, eu já estava com policiais em cima de mim lá na sala secreta

Fui pra um sítio de final de ano, quando eu voltei, no dia 3 de janeiro, eu fiz um teste de farmácia. Um não, três. E os três deram positivo.

Eu entrei em desespero. Pensei, meu Deus, o que que eu vou fazer? Fiquei torcendo pra ser mentira.

Eu tomava anticoncepcional e eu tenho mioma no lado esquerdo, então, em tese, eu estava impossibilitada de ter filhos. Só que eu não sabia que o meu mioma estava num estágio tão grave que ele tava comendo [sic] meus anticoncepcionais.

Já logo fui fazer um transvaginal. Marquei no dia seguinte e já fui fazer. Dava pra escutar o coração. E sempre você chega lá e tem toda uma recepção: “Ai, parabéns”. Mas eu não conseguia ficar feliz com aquilo. Porque não era uma coisa desejada, porque eu não tinha uma pessoa legal para me ajudar ali.

A minha família inteira teve um ciclo vicioso, de mães que foram largadas pelos maridos. E os filhos ficam, entendeu? E eu não queria isso pra mim. Era uma coisa que eu sempre falei que eu não queria. E paguei com a língua.

Eu fui atrás da pílula. Tomei pela primeira vez e não deu certo. Comprei com um amigo. Por morar na periferia, acabou sendo um pouco mais fácil, vamos dizer assim…

Depois de 10 dias, não resolveu. Fiz outro exame depois de 15 dias. Fui fazer outro transvaginal, em outra clínica, porque eu não queria mais ser vista na mesma clínica. Se não a recepcionista ia falar: “De novo você aqui? Não começou o pré-natal ainda?”

Eu nunca tinha contado pra ninguém, só eu e uma minha sabiam. Ninguém sabia. Ninguém desconfiava.

Aí fui em uma outra clínica, todas particulares. “Você está grávida, parabéns”. Toda vez eu saía de lá aos prantos. E me sentia, ao mesmo tempo, muito culpada por estar fazendo aquilo. Foi quando eu decidi fazer de novo [o aborto].

Quatro mil reais. Só pra você ter uma ideia, eu tenho uma dívida de 11 mil reais até hoje. Peguei empréstimos para pagar o remédio, peguei o remédio pela segunda vez. Não deu certo de novo.

De 2016 a 2020, o SUS realizou mais de 870 mil procedimentos para tratar complicações de abortos malsucedidos. A presidente do STF deu o primeiro passo para reverter o tenebroso cenário – Imagem: Fernando Frazão/ABR e Arquivo/TSE

Eu cheguei a achar que tinha dado certo. Nessa segunda vez, cheguei a ter um sangramento que na primeira vez eu não tive. Então, pensei, “agora foi”.

Tive que fazer uma viagem de emergência pra Bahia, fiquei quinze dias sem sintomas nenhum de gravidez. Quando eu voltei, já estava começando a apresentar uma barriguinha. Foi aí que fui fazer um terceiro exame. Um outro transvaginal, em outro bairro, um outro valor.

Quando eu cheguei lá, o médico falou: “Ah, você tá grávida. E é uma menina”. Eu falei: “Meu Deus do céu, o que eu vou fazer?”. E o médico respondeu: “nossa, você já tá com quase três meses”.

Tu, tu, tu, coração. Naquele dia eu fui sozinha. Saí de lá em estado de choque.

Quando cheguei em casa, minha amiga me acudiu. Nesse meio tempo, recebi uma proposta de emprego.

Eu saí do emprego onde eu estava. Eu não pensei… Pedi as contas e aí eu peguei e falei assim: “Amiga, eu vou procurar uma clínica, vou começar no outro emprego zerada, é minha chance de recomeçar”. Nisso, eu já tinha abandonado a ideia de ir embora [do Brasil], porque eu já não tinha mais dinheiro.

Quando eu decidi procurar uma clínica, a gente foi pro Google. Pesquisamos clínicas, entramos em contato com algumas pessoas…

Em uma delas, você tinha a opção até de ir visitar antes de você fazer o pagamento. Era 11 mil reais. Se desse alguma coisa errada, havia uma ambulância de prontidão pra levar pro hospital. Se eu tivesse escolhido essa, [o procedimento] não teria me levado aonde me levou… Mas eu acredito que tudo tem um porquê, um propósito nas nossas vidas.

Eu não sei se algum dia eu vou chegar num estado de espírito em que eu me perdoe

Ali eu já não conseguia trabalhar, não conseguia fazer nada… Aí encontramos a clínica aonde eu fui, pelo Google também. O preço era 4 mil reais.

A pessoa entrou em contato com a minha amiga pelo WhatsApp e passou um endereço, que não era de cara o lugar. Quando a gente chegasse lá, ela informaria o endereço certo.

Tudo deu errado naquele dia. Choveu, peguei trânsito, alagamento… Não era pra eu ir. Sabe? Só que você não entende os sinais da vida. Você não entende. E aí, fui.

E já era pra ir pra fazer, não era pra conhecer, porque eu não tinha tempo. Ou eu fazia, ou eu não fazia.

Chegamos no endereço correto. Era um prédio super bonito, mas tinha uma recepção bem básica.

Eu havia levado todos os meus exames antigos e eu tava com todos eles na bolsa. Quando a gente chegou lá, a gente foi olhar a vista e eu disse: “Nossa, olha, amiga, olha o tanto de viatura lá embaixo”. Aí a minha amiga falou: “Deve ser por conta da manifestação na Paulista”.

A recepção foi ok, o pagamento era Pix, à vista. A gente logo foi pra uma sala, e o médico explicava como que ia ser feito o procedimento – ou melhor, como que ia dar pra fazer, porque eu já tava de muitos meses.

Até quando isso vai ficar reverberando, sabe? Parece que é uma faca que vai entrando aos poucos

Ele só ia furar a placenta, eu ia perder o líquido e ia ter que correr para um hospital. Era o que poderia ser feito. Eu ia pagar quatro mil reais pra depois ainda ter que ir pra um hospital. Caso alguém perguntasse, disse o médico, era a acupuntura que eu estava fazendo. Logo em seguida, a enfermeira dele chegou.

Dentro da sala, tinha uma outra sala. Uma sala secreta. Eu só percebi quando ele abriu. A sala era muito pequena, só tinha uma maca, e um armário daqueles de hospital, transparente. Tinha também uma pia pequena e uma outra porta. Essa outra porta da sala secreta dava no corredor, na saída do elevador.

Eles começaram a me amarrar com cordas na maca. Aí eu perguntei o porquê. Eles me explicaram: ‘Ah, é para que você não se debata durante o procedimento’. Me amarraram e já logo deram o sedativo.

Ele injetou um negócio na minha veia, que até hoje eu não sei o que que era. Em segundos, eu apaguei. Não deu tempo nem de eu falar que eu tinha alergia a medicamentos. Se fosse pra morrer, eu ia morrer ali. É a última coisa que eu me lembro.

Teve inúmeras entrevistas que eu sei que não passei por eu ter uma filha. Essa é a primeira pergunta: você tem filho? 

Quando eu acordei, eu já estava com policiais em cima de mim lá na sala secreta. Me pegaram em flagrante. Era uma moça e uns três [policiais homens]. Depois dali, eu só lembro da minha amiga do meu lado me pedindo pra ter calma.

A policial me perguntava o que tinha acontecido. Depois que eu acordei, saíram os homens e ficou só ela. E aí fechou a porta e ficou a sós comigo. Eu já não estava mais amarrada. Ela me perguntou o que eu tinha ido fazer ali. Se era mesmo a acupuntura. Sinceramente, eu não lembro o que eu respondi, porque demorei muito pra voltar ao meu estado de espírito normal. Demorei muitas horas.

Eles já tinham pegado a minha mochila e a da minha amiga. Já tinham confiscado tudo. Já estavam vendo um monte de exames que tinha. Enfim…

Me levaram pra delegacia e. disseram: ‘A gente vai conseguir liberar sua amiga, mas você infelizmente não, porque você foi pega em flagrante’.

No depoimento, contei a verdade, tudo, mostrei provas. Eu não tinha mais porque mentir, já estava na merda.

Eu não queria ligar pros meus pais, então eu liguei pro meu irmão e pra minha cunhada. Primeiro, eles acharam que era um trote, mas depois, chegaram lá.

Eu escutei dos policiais coisas como: ‘vai dar tudo certo’. Por um lado, eles prestavam apoio, mas ao mesmo tempo eu sentia um julgamento, principalmente das mulheres, sabe? O olhar, o tratamento dentro da delegacia…

Eu tive que passar a primeira noite na cela. Quando eu saí de lá e eu falei que eu queria fazer xixi, a policial simplesmente falou: ‘Mas na hora de você fazer um aborto, você não falava que tava grávida? Então agora se você quiser fazer xixi é ali’. Eu tive que fazer um xixi num ralo, ou num mictório.

Logo em seguida disso, ela me algemou e me colocou no camburão. Eu não apresentava risco nenhum pra sociedade, eu não tentei fugir, eu não tentei matar, eu não tentei fazer nada.

Às três horas da manhã, eles me falaram que eu ia ser transferida. Não consegui dormir porque ficamos nós três na mesma cela: eu, o médico e a enfermeira. Eles passaram a noite inteira dizendo que a minha amiga que tinha me denunciado, que se eu mudasse o meu depoimento ele iria terminar o meu procedimento. ‘Eu não terminei o seu procedimento, você ainda continua grávida’. Eu ficava quieta.

Depois, nos algemaram, colocaram no camburão e levaram. Eu pedi pela minha ligação, mas só fui atendida na manhã seguinte. Passei a noite assim… Eu e mais outras meninas, provavelmente umas 10. Graças a Deus, eu não tive nenhum tipo de problema dentro da cela, era o meu maior medo.

Lá, continuei com a mesma roupa que eu estava [antes do procedimento]. Em nenhum momento eles te oferecem um absorvente, água, comida. A água que eu estava bebendo era da garrafinha que meu irmão levou pra mim na primeira delegacia, e que eu estava tomando a prestação.

Pela manhã, contei pra elas [outras mulheres da cela] do porquê de eu estar ali, o porquê das minhas decisões, as meninas me acolheram. Me deram uma toalha consegui tomar um banho lá dentro depois de 24 horas sem tomar um banho.

Minha audiência estava marcada para as cinco da tarde. A sensação era de alívio… eu não consigo imaginar a vida ali. É desesperador.

Minha vida mudou completamente depois que eu saí da delegacia. Logo dei de cara com os meus pais, que até então não sabiam nem que eu estava grávida. A decepção no olhar deles era muito grande.

Eles me deram um tempo, eu fui pra minha casa, tomei banho. E nesse período em que eu fiquei dentro da cela, eu havia passado naquela entrevista pra o novo emprego, mas não consegui dar um retorno pra eles, porque fiquei incomunicável.

Quando tudo se acalmou, eu voltei lá e fui sincera com eles. Voltei também no emprego antigo. Fiquei uma semana sem resposta, desesperada. Foram os piores dias da minha vida porque, ao mesmo tempo que eu tinha que lidar com a prisão, o pré-natal e o desemprego.

Na segunda-feira após deixar a delegacia, a primeira coisa que eu fui fazer foi um exame de ultrassom, meu pai me levou e minha amiga também foi comigo. E tava tudo bem, graças a Deus. Eu fui pra onde seria meu futuro emprego e contei, expliquei tudo e saí sem chão. Não tinha um emprego, estava grávida, de um bebê sem pai, pagava aluguel…

Eu fiquei a minha gestação inteira em negação. Não conseguia cuidar do enxoval, tudo quem resolvia era minha família. No trabalho, meu antigo empregador acabou me readmitindo, e eu acabei trabalhando lá toda minha gestação. O trabalho era a minha válvula de escape, sabe? Só parei porque eu comecei a sentir contrações.

Graças a Deus eu não fui julgada pela minha família. Tive uma rede de apoio muito boa. Se não fossem eles, sinceramente, acho que tinha tirado minha vida, porque é muito puxado, sabe? Eu não conseguia dormir… toda vez que eu colocava a minha cabeça no travesseiro eu pensava onde eu tinha dormido, nas merdas que eu tive que ouvir.

Eu mesma me julgo. Não consigo me perdoar e eu acho que nunca vou conseguir. Até hoje eu olho pra minha filha e eu lembro o que eu fui capaz de fazer…

Eu não sei se algum dia eu vou chegar num estado de espírito em que eu me perdoe. Mas eu consigo ser grata a Deus por ter tantos livramentos e por toda a saúde que eu e ela temos.

Eu sempre fui muito apegada à Bíblia. Quando eu decidi o nome, eu lembro de acordar e ler um versículo que falava: ‘nenhum sofrimento te é dado se você não pode carregar’. Foi naquele dia que eu decidi que o nome dela ia ser Maria Madalena.

Crucifixo no Supremo Tribunal Federal – Ascom/STF

Eu tive que fazer cesárea. Ela nasceu bem, nasceu saudável, os cuidados médicos foram ótimos. Depois de tantos obstáculos, passei a enxergar que ela tinha que vir, que ela era uma luz pra mim, uma companheira de vida, que é o que ela é hoje. Aquela amiga que estava comigo é a madrinha da Maria.

Levei um tempo para conseguir um novo emprego após a gravidez, mas finalmente consegui. No entanto, assim que apresentei um atestado médico, fui demitida no dia seguinte. Suspeito que a empresa tenha verificado meu histórico criminal. A justificativa oficial foi que eu “não era mais compatível com a empresa”, mas acho que a verdadeira razão foi outra.

Isso me fez recair em preocupações sobre esse assunto de novo. Até quando isso vai ficar reverberando, sabe? Parece uma faca que vai entrando aos poucos.

Demorei uns 3 meses pra voltar para o mercado de trabalho. Quando eu decidi procurar emprego eu voltei de um outro jeito: mãe solteira, sem estudo, sem formação acadêmica nenhuma.

Teve inúmeras entrevistas que eu sei que não passei por eu ter uma filha. Essa é a primeira pergunta: você tem filho?

Hoje a primeira coisa que eu falo é que eu tenho uma filha de um ano, quem ajuda a cuidar é a minha mãe, que o pai não quis assumir, ponto e acabou. Se a empresa quiser me contratar, tá bom, se não quiser, paciência.

Eu faria de novo [o aborto], não vou mentir. Hoje eu me cuido, já me cuidava, eu trato todos os meus problemas, tenho métodos de contracepção. Se for pra vir outro [filho] vai depender muito, se eu tiver sozinha, ou se eu tiver com uma pessoa muito bacana, muito legal.

Tem que ter muito psicológico. Eu já tinha problemas de ansiedade, depressão. A gestação agravou isso, e eu lido até hoje com problemas. Acho que o conselho que eu dou pra todas é que não dá pra romantizar a maternidade.

*O nome fictício foi escolhido em tributo a Alyce Pimentel, uma jovem negra de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, que faleceu em 2002 com um feto morto em seu ventre, após os médicos tardarem a retirá-lo. À época, ela tinha 28 anos e era mãe de uma menina de 5.

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