Sociedade
MPF volta a pedir o afastamento imediato do diretor-geral da PRF
A Justiça Federal do Rio transformou Silvinei Vasques em réu por improbidade administrativa, mas não o afastou do cargo
A Procuradoria da República no Rio de Janeiro voltou a pedir nesta sexta-feira 25 o afastamento imediato do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, no âmbito do inquérito que investiga se ele usou indevidamente o cargo ao pedir votos para Jair Bolsonaro (PL).
O documento, assinado pelo procurador Eduardo Santos de Oliveira, foi encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Trata-se de um recurso contra a decisão da 8ª Vara Federal do Rio de Janeiro que tornou Vasques réu por improbidade administrativa, mas não o afastou do cargo.
O juiz José Arthur Diniz Borges descartou a possibilidade de determinar o afastamento de Vasques e ponderou que só poderia analisar o pedido do MPF após o retorno do diretor-geral ao cargo.
Para o MPF, no entanto, “o diretor-geral não deixa de ser diretor-geral porque está em férias; não deixa de ter ascendência sobre seus comandados, especialmente numa organização policial fardada; não deixa de ter o poder de causar temor reverencial”.
“Deve-se estar atento, ainda, que no patamar tecnológico em que nos encontramos, as relações de poder desenvolvem-se não apenas nos espaços físicos de convivência, mas também, quiçá com mais vigor, nos ambientes digitais das redes sociais e privadas.”
Na semana passada, o MPF pediu o afastamento do diretor-geral da PRF por 90 dias, sob o argumento de que as blitze realizadas pela corporação no segundo turno das eleições contribuiu “sobremodo para o clima de instabilidade e confronto instaurado durante o deslocamento de eleitores”. Um dia após o pedido, Vasques entrou em férias.
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