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Diretor-geral da PRF tira férias em meio a investigações sobre omissão e uso indevido do cargo
A informação foi confirmada pela corporação, que não informou o motivo e nem por quanto tempo Silvinei Vasques permanecerá afastado das atividades
O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, decidiu tirar férias do cargo em meio às investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre omissão e uso indevido do cargo. Quem assume é Marco Antônio Territo, diretor-geral substituto.
Procurada por CartaCapital, a PRF confirmou o afastamento, mas não informou qual o motivo alegado e nem por quanto tempo Vasques permanecerá afastado do cargo.
Na terça-feira 15, a Procuradoria da República no Rio de Janeiro pediu o “imediato afastamento cautelar” do policial. A ação, assinada pelo procurador Eduardo Santos de Oliveira Benones, sustenta que houve “uso indevido do cargo” ao pedir votos indevidamente ao então candidato à Presidência da República e atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL).
A conduta de Vasques também é alvo da Polícia Federal. O órgão investiga se as blitzes durante o segundo turno das eleições, que pararam ônibus que faziam transporte gratuito de eleitores no Nordeste, tinham o objetivo de beneficiar o ex-capitão. A atuação da PRF na desobstrução de rodovias bloqueadas por bolsonaristas é alvo de questionamentos na Justiça.
Silvinei Vasques foi nomeado diretor-geral da PRF quando Anderson Torres assumiu o cargo de ministro da Justiça, em abril de 2021. Vasques substituiu Eduardo Aggio de Sá como chefe da instituição.
Antes de ser diretor-geral da PRF, ele era superintendente da instituição no Rio de Janeiro. Vasques faz parte dos quadros da instituição desde 1995.
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