Justiça
MP-SP denuncia o influenciador Gato Preto por tentativa de homicídio
O caso envolve um acidente provocado pelo influenciador no ano passado. A Porsche que ele dirigia atingiu outro veículo na zona oeste da capital paulista
O influenciador Samuel Sant’anna, popularmente conhecido como Gato Preto, foi denunciado nesta segunda-feira 13 pelo Ministério Público de São Paulo por duas tentativas de homicídio na forma dolosa, ameaça e infrações a três artigos do Código de Trânsito Brasileiro.
A denúncia resulta de um acidente provocado pelo influencer em agosto do ano passado, quando a Porsche que ele dirigia atingiu outro veículo em um cruzamento da Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste da capital paulista.
O promotor de Justiça Lucas de Mello Schaefer sustenta que Gato Preto dirigia sob efeito de álcool e drogas e trafegou em alta velocidade, avançando o sinal vermelho, antes de colidir com o outro automóvel. Além de não prestar assistência às vítimas e fugir do local, o influenciador também teria ameaçado um dos envolvidos e demonstrado desprezo pela situação, segundo o MP-SP.
Ainda de acordo com a Promotoria, o influencer sabia do risco de provocar morte, dado o estado de alteração causado pelo uso de substâncias, a velocidade excessiva e o desrespeito à sinalização. O caso ainda envolve omissão de socorro e tentativa de dificultar as investigações, com a retirada de objetos do local.
No outro veículo, um Hyundai HB20, estavam pai e filho — este sofreu fratura na mandíbula e lesão na mão direita e no globo ocular direito. Gato Preto dirigia o carro na companhia da sua então namorada, a também influenciadora Bia Miranda.
Em relação a Miranda, o MP-SP propôs uma transação penal, por considerar que ela adotou condutas de menor potencial ofensivo, como a omissão de socorro. Por isso, Bia deverá pagar uma multa de 150 mil reais. Já em relação ao segurança da influenciadora, que acompanhava o casal em outro automóvel, o MP-SP propôs um acordo de não-persecução penal, aplicado em casos de delitos com menor potencial ofensivo e penas baixas.
Em um acordo do tipo, o acusado admite ter cometido o delito e paga uma multa em troca da extinção do processo. O MP propôs a Felipe Junior da Silva Souza o pagamento de 10 mil reais a título de reparação de danos às vítimas e o cumprimento de medidas alternativas, como prestar serviços à comunidade ou realizar pagamento adicional a uma entidade assistencial. Ele, contudo, ainda precisa confessar os fatos e o arranjo depende de homologação pela Justiça.
A defesa dos citados ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.
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