Justiça

Metade das câmeras corporais da polícia falhou em megaoperação no Rio, diz relatório

O documento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes no processo do STF conhecido como ADPF das Favelas

Metade das câmeras corporais da polícia falhou em megaoperação no Rio, diz relatório
Metade das câmeras corporais da polícia falhou em megaoperação no Rio, diz relatório
Operação policial no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025 deixa mais de 100 mortes. Foto: Mauro Pimentel/AFP
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Um relatório da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro entregue ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira 17 apontou que metade das câmeras corporais utilizadas por policias durante a operação Contenção, realizada no último dia 28 de outubro, apresentaram falhas.

Segundo o documento, das 62 câmeras, 32 estavam fora de uso por uma falha na estação de carregamento e armazenamento. O relatório foi enviado no processo do STF conhecido como ADPF das Favelas, ação que discute a atuação das forças de segurança em áreas de vulnerabilidade.

“Ressalta-se que diversos servidores reportaram dificuldades na retirada das câmeras no início da operação, em razão de instabilidade do sistema, o que impossibilitou a utilização dos equipamentos por parte de alguns agentes”, diz o texto. Segundo o documento, a empresa responsável pela manutenção chegou a ser chamada e constatou a falha.

As imagens das câmeras que estavam funcionando foram devidamente preservadas, segundo a gestão Cláudio Castro (PL). “No âmbito da Polícia Civil, todas as gravações realizadas durante a operação classificadas no modo Evidência, assegurando sua preservação integral pelo prazo contratual. Já a Polícia Militar, por intermédio de sua corregedoria, requisitou à Diretoria de Infraestrutura e Tecnologia a adoção das medidas técnicas necessárias para a preservação de todas as imagens captadas”.

O governador também informou que vai enviar à Corte as cópias dos laudos necroscópicos dos mortos na operação. A transmissão dos dados será feita por meio de uma VPN (rede privada) devido ao “conteúdo sensível” dos documentos.

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