Marca de móveis tira a palavra ‘criado-mudo’ de seu catálogo

A empresa divulgou uma campanha no Dia da Consciência Negra anunciando o fim da expressão que é considerada racista

Nova campanha da Etna. Foto: reprodução

Nova campanha da Etna. Foto: reprodução

Sociedade

A marca de móveis Etna lançou, nesta quarta-feira 20, uma nova campanha anunciando o fim da palavra criado-mudo em seus catálogos. Segundo o vídeo divulgado pela empresa, o termo, que é considerado racista, deve ser substituído por ‘Mesa da Cabeceira’.

“Dois séculos depois, sem nos dar conta, ainda carregamos termos racistas como esse, mas sabemos que é sempre tempo de mudar e evoluir”, diz o comunicado.

A marca resgatou a origem do termo para embasar a decisão e explica que em 1820, os escravos que faziam os serviços domésticos eram chamados de criados. Alguns desses homens e mulheres passavam dia e noite imóveis ao lado da cama com um copo d’água, roupas ou o que mais fosse.

Porém, alguns senhores achavam incômodo o fato de eles falarem, e muitos chegavam a perder a língua. Outros sofreram duras punições para “aprender” a nunca se mexer quando houvesse alguém dormindo.

Um dia, surgiu a ideia de uma pequena mesinha para ficar ao lado da cama, usada basicamente para apoiar objetos. Esse móvel exercia a mesma função do escravo doméstico e foi chamado de criado. Então, para não confundir os dois, passaram a chamar o móvel de criado-mudo.

Assista ao vídeo da campanha:

 

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Repórter do site de CartaCapital

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