Política
Lewandowski descarta federalizar o caso de delator do PCC assassinado em São Paulo
Um inquérito da PF pode convergir com resultados da investigação estadual, segundo o ministro da Justiça
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, descartou nesta terça-feira 12 federalizar as investigações sobre a morte do empresário Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator da facção crimonosa Primeiro Comando da Capital assassinado a tiros no aeroporto de Guarulhos (SP) na semana passada.
Por enquanto, disse Lewandowski, a atuação federal deve se limitar a uma colaboração com as autoridades de São Paulo. Um inquérito paralelo tramita na Polícia Federal e eventualmente pode convergir com resultados da investigação estadual, segundo o ministro.
O debate em torno da federalização do caso decorre do fato de o atentado ter acontecido em uma área de competência da PF. “Nesse primeiro momento, não existe nenhuma ideia de federalizar esse caso. O réu fez uma colaboração ao Ministério Público de São Paulo e, portanto, a princípio, a competência é da Polícia Civil paulista de investigar esse caso.”
Lewandowski ainda classificou o homicídio como “um crime sem precedentes” que “merece uma investigação rigorosa e uma repressão bastante energética”. Gritzbach deixava o Aeroporto de Guarulhos, o maior do País, quando foi baleado e morreu na hora.
O empresário era jurado de morte pelo PCC e pivô de uma guerra interna na facção criminosa.
Nas imagens das câmeras de segurança, a vítima aparece carregando uma mala na área externa, onde havia uma fila de carros, quando dois homens encapuzados descem de um veículo preto e efetuam ao menos 29 disparos.
Ele tenta fugir e pula a mureta que divide a via, mas cai logo em seguida. O delator foi atingido por dez tiros: quatro no braço direito, dois no rosto, um nas costas, um na perna esquerda, um no tórax e um no flanco direito (região localizada entre a cintura e a costela).
Em abril, Gritzbach havia assinado uma proposta de acordo de delação premiada com o MP-SP para entregar membros da facção por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
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