Sociedade

IBGE: Desemprego tem alta em 11 estados no segundo trimestre do ano

Número de desalentados aumenta e chega a 5,6 milhões de pessoas. Trabalhadores informais foram os mais afetados durante pandemia

 (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena)
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O desemprego avançou em 11 estados do País no segundo trimestre, segundo dados publicados pelo Institutlo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira 28.

As maiores taxas de desocupação foram registradas na Bahia (19,9%), Sergipe (19,8%), Alagoas (17,8%), Amazonas (16,5%), Rio de Janeiro (16,4%) Roraima (16,3%) e Maranhão (16,0%).

Apenas o Amapá (-5,8%) e o Pará (-1,6%) registraram queda. Em 14 estados, os números se mantiveram estáveis.

Em pontos percentuais, as maiores taxas foram no Sergipe (4,3 p.p), em Mato Grosso do Sul (3,7 p.p), em Rondônia (2,3 p.p) e no Rio de Janeiro (1,9 p.p.).

Ainda de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), os menores índices de desemprego foram verificados em Santa Catarina (6,9%), Pará (9,1%), Rio Grande do Sul (9,4%) e Paraná (9,6%).

Também há alta nas taxas de desemprego quando se compara os números do primeiro trimestre deste ano ao de 2019 em 12 estados. Sergipe (4,5 p.p.), Rondônia (3,9 p.p.) e Minas Gerais (3,4 p.p.) tiveram as maiores altas. O Pará apresentou queda de 2,1 p.p. Nas demais unidades da federação houve estabilidade.

Já no confronto trimestral por grandes regiões, enquanto as regiões Norte e Nordeste apresentaram estabilidade, o Sudeste registrou aumento de 12,4% para 13,9%, o Sul, de 7,5% para 8,9%, e o Centro-Oeste de 10,6% para 12,5%. Mesmo assim, o Nordeste permaneceu com a maior taxa de desocupação entre todas as regiões (16,1%).

Cresce quantidade de desalentados

A pesquisa também mostrou aumento em relação ao número de pessoas desalentadas, ou seja, que estão fora do mercado de trabalho por falta de experiência, idade, jovem ou idosa, ou não encontram ocupação na localidade onde mora. Ao todo, são 5,6 milhões de pessoas na situação, uma alta de 19,1% em relação ao primeiro trimestre anterior.

Os desalentados também aumentaram em comparação com o primeiro trimestre do ano em 5,6%, um aumento de 1,2 pontos percentuais.

Esta população é maior no estado da Bahia, 849 mil pessoas. Maranhão (21,6%) e Alagoas (20,7%) tem os maiores percentuais e Santa Catarina (1,4%) e Distrito Federal (1,2%), os menores.

Desigualdades de gênero e raça

A taxa de desocupação no segundo trimestre do ano prevaleceu entre as mulheres (14,9%), que permanecem com o maior contingente entre as pessoas em idade de trabalhar (53,0%). Entre os homens a taxa foi de 12%.

O cenário prevalece entre pretos e pardos, para os quais as taxas chegam a 17,8% e 15,4%. Em ambos os casos, as taxas estão acima da média nacional que é de 13,3%. Para os brancos, a taxa de desocupação ficou abaixo da média, 10,4%.

A desocupação também é maior entre os mais jovens. O maior índice ocorreu entre os menores de idade (42,8%); e os grupos etários de 25 a 39 (35,3%) e de 18 a 24 anos (%) continuaram com taxas elevadas.

Maior queda na ocupação entre os trabalhadores informais

Embora a taxa de informalidade tenha apresentado queda no segundo trimestre do ano em relação ao trimestre anterior de 3 pontos percentuais – e de 4,3 p.p frente ao período do ano passado – isso não significa que houve uma maior formalização do trabalho.

O fato é que os informais foram os mais atingidos com perdas de ocupação durante a pandemia do novo coronavírus.

Entre as regiões, as maiores taxas estão concentradas no Norte (52,5%) e Nordeste (48,3%), acima da média nacional. O Centro Oeste (35,7%), o Sudeste (31,5%) e o Sul (29,4%) apresentam as menores taxas e abaixo da média nacional.

Nos estados, as maiores taxas de informalidade são no Pará (56,4%), Maranhão (55,6%), Amazonas (55,0%) Piauí (53,6%). Enquanto Santa Catarina (25,8%), Distrito Federal (26%) e São Paulo (28,6%) apresentam as menores taxas de informalidade.

CartaCapital

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