Dilma Roussef protagoniza filme sobre mulheres presas na ditadura

O documentário “Torre das Donzelas”, que explora a história de mulheres presas na ditadura, estreia nesta quinta em 15 cidades

A ex-presidente Dilma Rousseff

A ex-presidente Dilma Rousseff

Sociedade

Estreia nesta quinta-feira 19, em 15 cidades, o documentário “Torre das Donzelas”, de Susanna Lira, obra que explora as histórias de diferentes mulheres que sofreram as dores do cárcere durante a ditadura militar. Uma das protagonistas é a ex-presidenta Dilma Rousseff, que relata o que viveu quando chegou ao presídio Tiradentes, em São Paulo, em 1970.

O presídio ganhou o apelido “Torre das Donzelas” justamente por receber mulheres presas no período. O documentário reúne as ex-detentas que ficaram reclusas naquele ambiente entre o fim da década de 1960 e início dos anos 1970. A penitenciária foi demolida em 1972, mas, para o documentário, Susanna Lira reconstruiu uma réplica das instalações com base nas memórias das mulheres ex-detentas.

Na terça feira 17, a ex-presidenta Dilma Rousseff participou de uma conferência realizada na tradicional Universidade Sorbonne, em Paris, sobre o Brasil contemporâneo com o tema “O Brasil ainda é o país do futuro?”.

Na ocasião, declarou que Bolsonaro não tem um “chip” da moderação, motivo pelo qual dispara, sem pudor, ataques a figuras como a primeira-dama francesa Brigitte Macron e a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet. A petista ainda acrescentou que “ele defende a tortura e o assassinato político”, adota uma postura neofascista e neoliberal na presidência e que foi eleito devido ao golpe de 2016.

“Quando o neofascismo se junta com o neoliberalismo, é fundamental que o aspecto democrático seja ressaltado, porque é ele que cria a contradição. Porque eles [ela se refere aos apoiadores de Bolsonaro] passam a ter incômodo com o fato de ele ser tosco, com o fato de ele ser misógino”, declarou a ex-presidenta. “Ele é neo porque ele não é nacionalista, ele bate continência para os Estados Unidos”, acrescentou.

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