Desemprego atinge 14,4 milhões de brasileiros, aponta IBGE

Cerca de 7,8 milhões de pessoas perderam seus empregos desde o mesmo período de 2020, antes do coronavírus chegar ao Brasil

Pessoas caminham em rua comercial de São Paulo. Foto: NELSON ALMEIDA/AFP

Pessoas caminham em rua comercial de São Paulo. Foto: NELSON ALMEIDA/AFP

Sociedade

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro alcançou 14,4%, porcentagem que representa 14,4 milhões de pessoas em situação de desocupação, segundo apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira 30.

Apesar da alta de 400 mil desempregados frente ao trimestre anterior – de setembro a novembro de 2020 -, a taxa ficou em estabilidade frente aos 14,1% registrados até então.

No comparativo de um ano, o contingente de pessoas ocupadas apresentou queda de 8,3%, o que significa que 7,8 milhões de pessoas perderam seus empregos desde o mesmo período de 2020, antes do coronavírus chegar ao Brasil.

“Não houve, neste trimestre, uma geração significativa de postos de trabalho, o que também foi observado na estabilidade de todas as atividades econômicas, muitas ainda retendo trabalhadores, mas outras já apontando um processo de dispensa como o comércio, a indústria e alojamentos e alimentação”, declarou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

O nível de ocupação ficou em 48,6%, também estável frente ao trimestre anterior, situação também vista em quase todas as categorias empregatícias, incluindo as com e sem carteira assinada. A exceção é a classe de trabalhadores por conta própria, que teve um aumento de 716 mil pessoas em relação à taxa prévia.

 

 

A população fora da força de trabalho – que não estava nem ocupada nem desocupada na semana de referência da pesquisa – manteve-se estável em 76,4 milhões de pessoas. No comparativo com o mesmo período de 2020, no entanto, a expansão é notória: houve alta de 15,9%, ou 10,5 milhões de pessoas.

“Essa população fora da força foi afetada pelas restrições de funcionamento das atividades econômicas e pelas medidas de proteção. Muitas deixaram de procurar trabalho, outras perderam o trabalho e não viam condições de se reinserir, parando de exercer pressão no mercado de trabalho. Quando confrontamos com fevereiro de 2020, a população fora da força de trabalho é muito maior em função da própria dinâmica que a pandemia trouxe para o mercado de trabalho”, observa Beringuy.

 

*Com informações da Agência IBGE

 

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