Diversidade

2 em cada 10 brasileiros ainda consideram a homossexualidade uma doença, aponta pesquisa

Os dados contrastam de maneira negativa com a realidade: 6 em cada dez respondentes afirmaram ter um amigo ou parente homossexual

2 em cada 10 brasileiros ainda consideram a homossexualidade uma doença, aponta pesquisa
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Foto: Agência Brasil
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Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira 28, Dia Internacional do Orgulho LGBT, mostra que parte da sociedade ainda tem percepções equivocadas e preconceituosas sobre a comunidade.

Dois em cada dez brasileiros (20%) acham que a homossexualidade é doença; entre o grupo, quatro em cada dez (40%) acreditam que a homossexualidade pode ser curada.

Os dados constam em uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva para a iO Diversidade. O levantamento ouviu 1.574 pessoas de todo o país entre maio e junho deste ano.

45% dos brasileiros também não sabem o que é uma pessoa transgênero; entre os respondentes 4 em cada dez não aceitariam que um dia o filho ou a filha decidisse mudar de gênero.

Os dados contrastam de maneira negativa com a realidade: 6 em cada dez respondentes afirmaram ter um amigo ou parente homossexual; 1/3 disse ter um amigo ou parente transgênero.

A maioria, 9 em cada 10 respondentes, ainda reconheceram que homossexuais e transgêneros sofrem preconceito no País; o grupo também percebe que a comunidade LGBT é mais vítima de violência física. Sete a cada dez entrevistados ainda acreditam que pessoas LGBT têm menos oportunidades no mercado de trabalho.

Entre os entrevistados LGBT, 1/3 afirmou já ter sofrido discriminação sendo o trabalho o lugar de maior destaque para a violência (33%); seguido da escola ou universidade (27%); rua (27%); em casa ou convívio familiar (17%).

Para a diretora executiva da iO Diversidade, Rachel Rua, o desconhecimento e distanciamento do tema aferidos pela pesquisa “contribuem para a triste constatação do quanto nosso país ainda é muito preconceituoso e violento com a comunidade LGBTQIA+ que sofre em diversas esferas da vida social, no trabalho, no local de estudo, na família e na rua”.

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