Trump anuncia uso de navios-hospitais e ativa lei para interferir no setor privado

'Estamos em tempo de guerra', disse o presidente americano, ao se referir a pandemia de coronavírus

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez pronunciamento oficial na Casa Branca. Foto: Reprodução/YouTube

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez pronunciamento oficial na Casa Branca. Foto: Reprodução/YouTube

Mundo,Saúde

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quarta-feira 18, que disponibilizará dois navios para serem usados como hospitais. Segundo Trump, os navios-hospitais devem zarpar já na semana que vem, para cidades como Nova York e San Diego.

O presidente americano afirmou que são navios grandes, “em plena forma”, e que já estão em preparo para serem enviados ao socorro. A declaração ocorreu em um pronunciamento oficial junto ao vice-presidente Mike Pence, para relatar as medidas do governo contra o coronavírus.

“É tempo de guerra”, afirmou Trump, ao dizer que invocará o “Defense Product Act” (em português, Lei de Produção de Defesa), para que o Estado possa mobilizar o setor privado em resposta à pandemia. O mecanismo permite que o governo possa acelerar a produção de equipamentos necessários, como máscaras hospitalares.

 

Segundo Trump, também estão começando os testes para a vacina contra o novo coronavírus em Washington. Graças a parceria com laboratórios privados, disse ele, o andamento dos procedimentos tem ocorrido em tempo recorde.

Ele anunciou ainda que a Casa Branca deve dispor uma ajuda governamental para aqueles que alugam imóveis e para quem não consegue pagar suas prestações.

A fronteira dos Estados Unidos com o Canadá também deve ser fechada para tráfego não-necessário, após negociações com o presidente Justin Trudeau. O trânsito de mercadorias deve permanecer.

Segundo o vice-presidente Mike Pence, já há casos de coronavírus em todos os 50 estados do país. O número de testes disponíveis está sendo ampliado “aos milhares, todos os dias”, mas ele reafirmou que pessoas sem sintomas não devem fazer os testes para assegurá-los para as pessoas mais vulneráveis.

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