Saúde

Moçambique abre primeira fábrica de medicamentos contra Aids do continente

País produzirá medicamentos genéricos contra o HIV com ajuda do Brasil, que financiou o projeto

Temer e o diretor da Fiocruz, Paulo Gadelha, cumprimentam Armando Inroga, ministro da Indústria de Moçambique, em Maputo. Foto: ©AFP / Benoit Marquet
Temer e o diretor da Fiocruz, Paulo Gadelha, cumprimentam Armando Inroga, ministro da Indústria de Moçambique, em Maputo. Foto: ©AFP / Benoit Marquet

MAPUTO (AFP) – Moçambique será o primeiro país do continente africano a produzir medicamentos antirretrovirais genéricos contra a Aids, graças à ajuda do Brasil, que financiou parte da fábrica inaugurada neste sábado 21.

O vice-presidente, Michel Temer, esteve presente na inauguração da fábrica neste sábado.

“Hoje vemos o início da produção”, declarou Temer. “Os medicamentos que eram fabricados no Brasil serão embalados aqui em Moçambique, serão certificados e distribuídos aos moçambicanos”, acrescentou.

A produção de comprimidos propriamente dita começará até o final do ano.

As instalações, que já tinham sido visitadas pelo ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, simbolizam “a excelente associação entre os povos brasileiro e moçambicano”, afirmou Temer.

A ideia desta fábrica foi lançada em 2003 e o presidente Lula -um grande defensor da aproximação do Brasil com a África, para onde viajou em 12 oportunidades durante seus dois mandatos- havia prometido que o governo brasileiro estaria comprometido com sua construção durante uma visita à ex-colônia portuguesa em 2008.

O Brasil contribuiu com 23 milhões de dólares, aos quais se somaram 4,5 milhões de dólares da gigante da mineração Vale, que atua em Moçambique.

O objetivo é reduzir a dependência de Moçambique em relação à comunidade internacional, que financia atualmente 80% da compra de medicamentos no país.

Cerca de cem técnicos moçambicanos e outros funcionários estão sendo formados, principalmente no Brasil, para trabalhar na fábrica.

O Brasil oferece acesso universal e gratuito aos antirretrovirais, uma política adotada em 1996 que tornou o país um dos pioneiros na produção de antirretrovirais genéricos, desencadeando intensos debates.

Essa batalha começou em 2001, quando o então ministro da Saúde do governo de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, ameaçou quebrar as patentes dos laboratórios.

Após uma queda de braço com os Estados Unidos, que ameaçou levar o Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC), Brasília conseguiu uma redução substancial dos preços.

Moçambique é um dos países do mundo mais afetados pelo vírus da Aids, com 2,5 milhões de moçambicanos, cerca de 12% da população, portadores do vírus da imunodeficiência adquirida (HIV). Mas apenas 291.000 pacientes são tratados com antirretrovirais.

Alguns grupos farmacêuticos privados abriram pequenas unidades de produção de antirretrovirais no continente africano, mas a fábrica moçambicana será a primeira de caráter público que funcionará em grande escala.

Leia mais em AFP Movel.

MAPUTO (AFP) – Moçambique será o primeiro país do continente africano a produzir medicamentos antirretrovirais genéricos contra a Aids, graças à ajuda do Brasil, que financiou parte da fábrica inaugurada neste sábado 21.

O vice-presidente, Michel Temer, esteve presente na inauguração da fábrica neste sábado.

“Hoje vemos o início da produção”, declarou Temer. “Os medicamentos que eram fabricados no Brasil serão embalados aqui em Moçambique, serão certificados e distribuídos aos moçambicanos”, acrescentou.

A produção de comprimidos propriamente dita começará até o final do ano.

As instalações, que já tinham sido visitadas pelo ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, simbolizam “a excelente associação entre os povos brasileiro e moçambicano”, afirmou Temer.

A ideia desta fábrica foi lançada em 2003 e o presidente Lula -um grande defensor da aproximação do Brasil com a África, para onde viajou em 12 oportunidades durante seus dois mandatos- havia prometido que o governo brasileiro estaria comprometido com sua construção durante uma visita à ex-colônia portuguesa em 2008.

O Brasil contribuiu com 23 milhões de dólares, aos quais se somaram 4,5 milhões de dólares da gigante da mineração Vale, que atua em Moçambique.

O objetivo é reduzir a dependência de Moçambique em relação à comunidade internacional, que financia atualmente 80% da compra de medicamentos no país.

Cerca de cem técnicos moçambicanos e outros funcionários estão sendo formados, principalmente no Brasil, para trabalhar na fábrica.

O Brasil oferece acesso universal e gratuito aos antirretrovirais, uma política adotada em 1996 que tornou o país um dos pioneiros na produção de antirretrovirais genéricos, desencadeando intensos debates.

Essa batalha começou em 2001, quando o então ministro da Saúde do governo de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, ameaçou quebrar as patentes dos laboratórios.

Após uma queda de braço com os Estados Unidos, que ameaçou levar o Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC), Brasília conseguiu uma redução substancial dos preços.

Moçambique é um dos países do mundo mais afetados pelo vírus da Aids, com 2,5 milhões de moçambicanos, cerca de 12% da população, portadores do vírus da imunodeficiência adquirida (HIV). Mas apenas 291.000 pacientes são tratados com antirretrovirais.

Alguns grupos farmacêuticos privados abriram pequenas unidades de produção de antirretrovirais no continente africano, mas a fábrica moçambicana será a primeira de caráter público que funcionará em grande escala.

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