Fiocruz adia para março a entrega de vacinas de Oxford com produção nacional

A justificativa é o atraso na importação de insumos da China. Sem o Ingrediente Farmacêutico Ativo, não é possível produzir o imunizante

Foto: JOHN CAIRNS/UNIVERSITY OF OXFORD/AFP

Foto: JOHN CAIRNS/UNIVERSITY OF OXFORD/AFP

Saúde

A Fundação Oswaldo Cruz comunicou ao Ministério Público Federal o adiamento, de fevereiro para março, da previsão de entrega das primeiras doses com produção brasileira da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.

 

 

A justificativa é o atraso na importação de insumos da China. Sem o Ingrediente Farmacêutico Ativo, a Fiocruz não consegue produzir o imunizante. A preocupação é a mesma que toma conta do Instituto Butantan em relação à Coronavac.

No documento enviado ao MPF e obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo, o diretor do Instituto Biomanguinhos, Mauricio Zuma Medeiros, informa que a fundação espera a chegada do primeiro lote do IFA no dia 23 de janeiro, embora ressalte que a projeção carece de confirmação. Segundo Medeiros, as primeiras doses produzidas a partir desses insumos devem ser entregues ao governo federal no início de março.

“Estima-se que as primeiras doses da vacina sejam disponibilizadas ao Ministério da Saúde em início de março de 2021, partindo da premissa de que o produto final e o IFA apresentarão resultados de controle de qualidade satisfatórios, inclusive pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde). Importa mencionar que o período de testes, relativos ao controle de qualidade, está estimado em 17 dias, contados da finalização da respectiva etapa produtiva, acrescidos de mais 2 dias de análise pelo INCQS”, informa a Fiocruz no ofício ao MPF.

“A chegada do primeiro lote do IFA está prevista para o dia 23/01/2021, mas ainda aguardando confirmação, e, a partir desta data, serão entregues mais 30 (trinta) lotes, em intervalos de 2 semanas, resultando na quantidade suficiente para a produção de 100,4 milhões de doses da vacina acabada”, diz ainda a fundação.

No ofício, a Fiocruz também reforça que não há uma data definida para a chegada dos dois milhões de doses da vacina de Oxford produzidas pelo instituto indiano Serum. A Índia inicia nesta semana a exportação de doses do imunizante, mas o Brasil não faz parte da relação de países que as receberão com prioridade.

Compõem a lista Butão, Ilhas Maldivas, Bangladesh, Nepal, Mianmar e Ilhas Seychelles. De acordo com comunicado do governo indiano, Sri Lanka, Afeganistão e Ilhas Maurício também estão na relação, mas há pendência de documentos.

 

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