Saúde

Em reunião, Pazuello discute com Doria e prevê 60 dias para autorizar qualquer vacina

Quatro governadores estiveram presentes em encontro com ministro da Saúde; outros participaram virtualmente

Eduardo Pazuello e João Doria. Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Divulgação/Governo de São Paulo
Eduardo Pazuello e João Doria. Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Divulgação/Governo de São Paulo
Apoie Siga-nos no

Governadores foram ao Palácio do Planalto nesta terça-feira 8 para uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Em pauta, a urgência de um plano de vacinação contra a Covid-19. Outros governadores participaram do encontro de forma virtual.

Estiveram em Brasília Wellington Dias (PT), do Piauí; Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; e Gladson Cameli (PP), do Acre.

No encontro, Pazuello declarou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve demorar 60 dias para aprovar o uso de um imunizante. Ele chegou a discutir com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

O tucano questionou a falta de investimento federal na vacina Coronavac, desenvolvida em parceria pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan. “Seu ministério vai comprar a Coronavac, sendo aprovada pela Anvisa, sim ou não, ministro?”, perguntou Doria.

“Eu já respondi isso a todos os governadores. Quando a vacina do Butantan, que não é do estado de São Paulo, tá, governador? Ela é do Butantan, eu não sei por que o senhor fala tanto como se fosse do estado”, disse o ministro da Saúde.

“O registro é do laboratório e havendo demanda, havendo preço, todas as vacinas e todas as produções serão alvo de nossa compra”, completou Pazuello.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que participou por videoconferência da conversa com Pazuello, publicou nas redes sociais uma de suas demandas. “Na reunião com ministro da Saúde, reiterei posição de compra de MÚLTIPLAS vacinas, inclusive do Butantan, observados os requisitos legais”, escreveu.

Antes da reunião, Fátima Bezerra cobrou do governo federal a definição dos detalhes do plano de imunização e disse que os estados têm desempenhado seu papel.

“Nós precisamos de calendário, de data. Nós precisamos desse programa definido, das etapas. Eu defendo que tem que incluir no grupo de prioridade os profissionais da educação”, afirmou Bezerra.

No encontro, Eduardo Pazuello disse aos governadores que as primeiras 8,5 milhões de doses da vacina Pfizer devem chegar ao País no primeiro semestre. Mais cedo, o Ministério da Saúde informou que avançou na negociação por 70 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela farmacêutica americana em parceria com a alemã BioNTech.

Ainda segundo o ministro, a expectativa é de que a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca seja aprovada pela Anvisa no final de fevereiro.

“Isso é AstraZeneca, em que fase está: previsão de submeter à Anvisa (em dezembro). Previsão de registro? Previsão de início no final de fevereiro. Então, se Deus quiser, com tudo pronto nós iniciarmos a vacinação da AstraZeneca”, disse.

Também nesta terça, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou uma nota em que solicita que o governo de Jair Bolsonaro “providencie a contratação de todas as vacinas reconhecidas como eficazes e seguras contra a Covid-19 e assuma a responsabilidade pela distribuição para todas as unidades da Federação de forma urgente e equânime, sob coordenação do Ministério da Saúde e via Programa Nacional de Imunização (PNI)”.

Leonardo Miazzo

Leonardo Miazzo
Editor do site de CartaCapital. Twitter: @leomiazzo

Tags: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.