Saúde

Número de mortes por Covid cai, mas Fiocruz faz alerta para variante Delta

Segundo o mais novo boletim, os óbitos e casos voltaram a se concentrar na população idosa, uma consequência da nova variante

Foto: Pedro Guerreiro/Ag. Pará
Foto: Pedro Guerreiro/Ag. Pará

O mais novo Boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que o Brasil teve uma nova redução de contaminações e mortes. É a quinta semana consecutiva que o levantamento aponta uma queda. Apesar dos números, a Fiocruz destaca que os níveis ainda são preocupantes. O documento, divulgado nesta sexta-feira 6, faz ainda um alerta para o aumento da variante Delta no País.

Os dados do monitoramento indicam estabilidade na tendência de incidência da Covid-19 em todos os estados. A exceção é o Rio Grande do Sul, com um crescimento de 6,4% no índice.

Já sobre a taxa de mortalidade, não houve crescimento na tendência em nenhum estado. A maior parte se manteve estável. Acre, Sergipe e Rio Grande do Norte apresentaram melhora no índice, com quedas de 6,2%, 6,1% e 7,7%, respectivamente.

De acordo com o boletim, a taxa de mortalidade diminuiu 1,3% ao dia no Brasil, enquanto a taxa de incidência de casos de Covid-19 foi reduzida em apenas 0,3% por dia.

Idosos novamente em risco

Apesar da queda, a mudança de perfil da pandemia também preocupa. Segundo apontam os pesquisadores no boletim, os casos e óbitos novamente voltaram a se concentrar na população mais idosa.

“Verificamos que nas últimas duas semanas epidemiológicas o processo de rejuvenescimento da pandemia no Brasil foi revertido, e novamente as internações hospitalares, internações em UTI e óbitos voltaram a concentrar na população idosa”, destaca o boletim.

Ocupação de leitos

Com a redução da contaminação, o Brasil também registrou um alívio na ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Os dados são referentes a última semana de julho.

Os dados obtidos indicam que 19 estados estão fora da zona de alerta na ocupação, quando o índice é inferior a 60%. Seis estados e o Distrito Federal estão na zona de alerta intermediário, com taxas de ocupação entre 60% e 80% e somente Goiás se encontra na zona crítica, com 82% de leitos ocupados.

Variante Delta

Por fim, o boletim alerta que o índice de isolamento domiciliar vem caindo, o que pode representar um risco para as próximas semanas, já que há uma a variante Delta tem circulado cada vez mais no Brasil.

“O elevado patamar de risco de transmissão do vírus Sars-CoV-2 pode ser agravado pela maior transmissibilidade da variante Delta, em paralelo ao lento avanço da imunização entre os grupos mais jovens e mais expostos, combinado com maior circulação de pessoas pelo retorno das atividades de trabalho e educação”, alertam os pesquisadores.

Recentemente, governadores encaminharam carta ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em que cobram ações da pasta para conter o avanço da nova cepa no País, em especial no Rio de Janeiro, onde houve um aumento de 50% dos casos da Delta nos últimos dez dias.

O apelo dos governadores é para que o governo federal tome ações imediatas para evitar uma catástrofe no Brasil.

Como de costume, a Fiocruz destaca que a pandemia no Brasil ainda não acabou e que “a redução do impacto de modo mais duradouro somente será alcançada com a intensificação da campanha de vacinação, a adequação das práticas de vigilância em saúde, reforço da atenção primária à saúde, além do amplo emprego de medidas de proteção individual, como as máscaras e distanciamento social”.

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