Saúde

Brasil ultrapassa 150 mil mortes por Covid-19

Enquanto Brasil permanece com média de 600 mortes por dia, América Latina bate 10 milhões de casos e Europa encara 2ª onda

Em Brasília, mulher homenageia vítimas de Covid-19 no Brasil. Foto: Mauro Pimentel/AFP
Em Brasília, mulher homenageia vítimas de Covid-19 no Brasil. Foto: Mauro Pimentel/AFP

O Brasil ultrapassou neste sábado 10 a marca de 150 mil mortes em decorrência da Covid-19. A informação é do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que informa que, em 24h, mais 559 pessoas morreram pela doença e outras 26.749 foram infectadas. No total, são 150.198 óbitos e 5.082.637 casos confirmados.

A marca vem dias depois do registro de 5 milhões de casos e aproximadamente um mês após do País registrar 100 mil óbitos em decorrência das complicações do Sars-Cov-2, o novo coronavírus.

Desde então, a velocidade da epidemia vem diminuindo na maioria das regiões brasileiras, mas ainda é cedo para “liberar geral”, conforme disse à CartaCapital a microbiologista Natália Pasternak.

“É claro que é bom diminuir o número [de mortes], mas ainda é um número muito preocupante. Tem que ver se a queda é consistente, pois pode ser que volte a subir.”, disse Natália.

De acordo com os dados do Conass, a semana epidemiológica 41, que começou no último domingo 04 até este sábado 10, registrou 4.213 mortes e 188.769 novas contaminações pelo vírus. Atualmente, a média móvel relativa ao número de mortos é de cerca de 600 pessoas por dia.

São Paulo ainda continua sendo o estado com mais mortes (37.223) e número de casos (1.034.816). Na sexta-feira 09, a região metropolitana e outras cinco regiões do estado passaram para a chamada “Fase Verde” do projeto de flexibilização da quarentena – chamado de Plano São Paulo e idealizado pelo governador tucano João Doria.

América Latina ultrapassa 10 milhões de casos

América Latina e Caribe ultrapassaram, também neste sábado, os 10 milhões de casos de coronavírus. A região é a mais afetada no mundo pela pandemia.

De acordo com contagem da AFP feita a partir de fontes oficiais neste sábado, 10.001.833 infecções foram registradas na América Latina e no Caribe, 366.637 das quais resultaram em mortes.

Mais da metade das infecções ocorre no Brasil, que é seguido pela Colômbia (894.300 casos e 27.495 mortes), Argentina (871.455 casos, 23.225 mortes) e Peru (843.355 casos, 33.158 mortes), país que registra a maior taxa de mortalidade do mundo em proporção à sua população, com 101 óbitos por 100.000 habitantes.

Apesar desses números, o governo peruano abrirá sete sítios arqueológicos na região andina de Cusco a partir de 15 de outubro, após um período de sete meses de fechamento, e em novembro deverá reabrir a cidadela inca de Machu Picchu, joia do turismo peruano.

Na Argentina foi anunciada a extensão do isolamento obrigatório até 25 de outubro, em um dia com recorde de 515 mortes e 15.009 infecções. Em Buenos Aires, por outro lado, há uma “diminuição lenta e sustentada dos casos” e o prefeito, Horacio Rodríguez Larreta, anunciou uma flexibilização do confinamento.

Na sexta-feira, o Banco Mundial (BM) alertou que América Latina e Caribe sofrerão “o pior impacto econômico e de saúde” do mundo devido à pandemia e previu uma queda do PIB de 7,9% em 2020.

Segundo relatório da entidade, “o número de mortos por milhão de pessoas (na América Latina) é tão alto quanto nas economias avançadas, senão maior, mas os recursos disponíveis para enfrentar o golpe são muito mais restritos”.

Europa vê chegada da “segunda onda”

No ranking mundial, o Brasil ainda é o segundo na lista de mais óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em relação ao número de caso – EUA e Índia vêm na frente.

Países da Europa tem voltado a considerar ou a já implementarem novas medidas de distanciamento social e regras mais duras para conter a “segunda onda” do vírus. Apesar de estar ligada, até o momento, a um baixo índice de mortalidade, a explosão no número de casos preocupa.

Na França, após ter ultrapassado a casa dos 18 mil novos casos dois dias seguidos, o balanço oficial das sexta-feira bateu recordes e alcançou mais de 20 mil novas contaminações.

No auge da pandemia, em abril, os serviços de reanimações ficaram saturados, com mais de 7 mil pacientes. Mas no final de agosto, eles eram apenas 400, antes do recrudescimento recente.

A Alemanha, considerado um dos países que melhor fez a gestão da crise do coronavírus, também viu sua capital, Berlim, anunciar neste sábado a implementação do toque de recolher para estabelecimentos comerciais.

Vacina antes do fim do ano é “improvável”

Apesar das fases avançadas de vacinas promissoras que gerem imunidade contra o coronavírus, especialistas ouvidos na edição mais recente do Diálogos Capitais acreditam que o fármaco só estará disponível ao público em meados de 2021.

“É impossível ter vacina antes do final do ano, independente do que o governador fizer. Do ponto de vista dos prazos, eu não vejo como a vacina pode ser liberada pela Anvisa este ano. Do ponto de vista produtivo, eu acho que é possível”, analisou Gonzalo. “Não faltará imunizante, mas faltará tempo para imunizar no ano que vem”, disse.

*Com informações da AFP

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