Brasil tem pior dia da epidemia e registra 751 mortes em 24 horas

País chega a 9,8 mil vítimas fatais de 145 mil infectados, segundo novo balanço do Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Nelson Teich, durante coletiva de imprensa junto a técnicos da pasta. Foto: Alan Santos/PR

O ministro da Saúde, Nelson Teich, durante coletiva de imprensa junto a técnicos da pasta. Foto: Alan Santos/PR

Saúde

O Ministério da Saúde registrou 751 mortes por coronavírus em 24 horas, segundo atualização desta sexta-feira 8. É a maior número de óbitos em um dia desde o início da epidemia no país. No total, são 9.897 vítimas fatais da doença.

O governo também contabilizou mais 10.222 casos, chegando a 145.328 contaminações. Desde número, 59.297 foram recuperados e 76.134 estão em acompanhamento. A taxa de letalidade é de 6,8%.

São Paulo é o estado com maiores índices de mortos (3.416) e de casos (41.830). Nesta sexta-feira 8, o governador João Doria (PSDB) anunciou a prorrogação da quarentena no estado até 31 de maio.

Atrás de São Paulo, o Rio de Janeiro contabiliza 1.503 óbitos e 15.741 casos de coronavírus. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já recomendaram que o estado adote o lockdown.

O Ceará tem o 3º maior índice de letalidade, com 966 mortes e 14.956 contaminados. O estado já endureceu as medidas de restrição de circulação, para intensificar o combate à doença.

Pernambuco aparece logo depois, com 927 vítimas fatais e 11.587 infecções. Em seguida, vem o Amazonas, com 874 mortes e 10.727 casos confirmados.

Segundo estudo divulgado pela instituição britânica Imperial College London, a epidemia no Brasil pode piorar caso o governo não estabeleça ações mais rigorosas.

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