Saúde

Apesar de Bolsonaro, Brasil é o País com menor rejeição à vacina na América Latina

Segundo estudo do Banco Mundial, a taxa média de rejeição no Brasil é de 3%; na América Latina é de 8%

(FOTO: Pedro França/Ag.Senado e Cristine Rochol/SMS/Prefeitura de Porto Alegre)
(FOTO: Pedro França/Ag.Senado e Cristine Rochol/SMS/Prefeitura de Porto Alegre)

O Brasil é o país da América Latina com a menor taxa de rejeição à vacina contra a Covid-19, segundo pesquisa feita em parceria pelo Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apresentada na segunda-feira 29, em Washington, nos Estados Unidos. 

Conforme dados do estudo, a hesitação vacinal no Brasil é de 3%, enquanto na América Latina é de 8%. 

Apesar das declarações contrárias do presidente Jair Bolsonaro contra as vacinas, o percentual de imunizados no ultrapassou os 80%, enquanto nos países do bloco a média beira os 51%. 

Conforme o estudo, áreas rurais e pobres ainda são as mais afetadas pela falta dos imunizantes. 

“Entre os não vacinados, mais da metade afirma que sua indisposição deriva da falta de confiança e uma preocupação com a eficácia da vacina. A hesitação vacinal é particularmente alta entre as famílias rurais e indivíduos com níveis de escolaridade mais baixos. A população do Caribe apresenta os níveis mais altos de hesitação vacinal”, afirmam os pesquisadores no relatório.

A cobertura vacinal brasileira ultrapassa inclusive as taxas de países europeus e americanos. Especialistas atribuem essa confiança nas vacinas à cultura de imunização em massa promovida pelo SUS ao longo de anos. 

Além disso, a obrigatoriedade da apresentação da caderneta de vacinação nas escolas e o completo ciclo vacinal para a adesão ao programa de transferência de renda Bolsa Família ajudaram a garantir o engajamento da população. 

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