Saúde

Anvisa anuncia ações contra coronavírus após OMS elevar nível do risco

Atuação do órgão foca em portos, aeroportos e fronteiras, diz diretor-presidente

Coronavírus se espalha pelo mundo e OMS eleva status do risco. Foto: Dale de la Rey/AFP
Coronavírus se espalha pelo mundo e OMS eleva status do risco. Foto: Dale de la Rey/AFP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou medidas de precaução contra o coronavírus, nova doença que tem casos registrados na Ásia, na Europa, na América e na Oceania. O órgão afirmou que está promovendo ações em portos, aeroportos e fronteiras para conter o vírus que veio da China.

As declarações da Anvisa a jornalistas ocorrem após a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o status do risco oferecido pela doença como “elevado”, em uma correção de uma nivelação anterior que tratava o perigo como “moderado”.

De acordo com o diretor-presidente substituto da Anvisa, Antonio Barra Torres, os servidores da agência já seguem procedimentos padrão para casos de emergência, principalmente voltados para a higienização dos ambientes de passagem.

“Todos os servidores desta agência que trabalham nos portos, nos aeroportos e nas fronteiras estão treinados e cientes dos procedimentos. Esses procedimentos, que normalmente fazem parte da rotina de trabalho, são procedimentos voltados às condições de padrões de higiene local”, afirmou.

 

Segundo Barra Torres, houve reforço para que qualquer caso suspeito seja imediatamente notificado. A Anvisa também elaborou informes sonoros em português, inglês e mandarim, veiculados em aeroportos desde sexta-feira 24, para alertar passageiros sobre os sintomas da doença e as formas de evitar a transmissão.

A agência informou também que as empresas que trabalham na limpeza e desinfecção de aeronaves foram orientadas a praticar protocolos que já existem para casos de emergência e utilizar os equipamentos de proteção individual em cada caso.

Outra medida foi a inserção de um alerta a viajantes sobre o coronavírus no sistema de emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), documento que comprova a vacinação contra doenças, conforme estipulado no Regulamento Sanitário Internacional. No entanto, ainda não existe uma vacina contra os coronavírus.

Na sexta-feira 24, a Anvisa realizou uma reunião com companhias aéreas, órgãos de saúde e demais empresas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, no estado de São Paulo. O objetivo foi sensibilizar a comunidade aeroportuária para identificação e comunicação de possíveis casos suspeitos.

 

Outro tema tratado na ocasião foi o plano de contingência do aeroporto, que registra média de 120 mil passageiros por dia. A Anvisa recomendou fluxos de atuação diante da ocorrência de um caso suspeito.

No domingo 26, a agência descartou suspeita sobre o navio KM Singapore, após especulações nas redes sociais. Segundo o órgão, o Posto Portuário da Anvisa em Santos (SP) informou que não há quaisquer elementos que justifiquem preocupações em relação à embarcação.

“O navio não é procedente da China e fez suas últimas escalas em portos da África do Sul, Índia e Cingapura. Não há qualquer tripulante doente, conforme atestaram a fiscalização da Anvisa que esteve a bordo e o próprio comandante da embarcação”, afirmou.

Nesta segunda-feira 27, o Ministério da Saúde descartou outra suspeita em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. De acordo com a pasta, o caso não se enquadra na atual definição da Organização Mundial da Saúde para o novo coronavírus.

Segundo o governo, o Brasil não registrou nenhum caso da doença até o momento.

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