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O mundo em 2018: o enfraquecimento do Ocidente

O ano teve queda de braço dos EUA com a China e aliados, autoritarismo crescente na Europa e crises na Argentina e Venezuela

WASHINGTON, DC - MARCH 01:  U.S. President Donald Trump participates in a meeting with leaders of the steel industry at the White House March 1, 2018 in Washington, DC. Trump announced planned tariffs on imported steel and aluminum during the meeting, with details to be released at a later date.  (Photo by Win McNamee/Getty Images)
WASHINGTON, DC - MARCH 01: U.S. President Donald Trump participates in a meeting with leaders of the steel industry at the White House March 1, 2018 in Washington, DC. Trump announced planned tariffs on imported steel and aluminum during the meeting, with details to be released at a later date. (Photo by Win McNamee/Getty Images)
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Embora não tenha sido um ano tão intenso quanto 2017 – no qual vimos a Coreia do Norte desafiar o mundo com seguidos testes de mísseis balísticos intercontinentais, o início da saída do Reino Unido da União Europeia (EU) e as revelações do Panama Papers -, não faltaram momentos preocupantes em 2018. Da bilionária guerra comercial de Donald Trump com a China ao autoritarismo crescente na Europa, passando pelas crises na Argentina e Venezuela, destacamos abaixo os fatos mais relevantes dos últimos 12 meses.

Enfraquecimento do Ocidente

Talvez o evento político internacional mais importante de 2018 tenha sido o aparente enfraquecimento das democracias ocidentais e suas instituições. Sob o comando de Donald Trump, os Estados Unidos (EUA) abdicaram de liderar o Ocidente em fóruns multilaterais internacionais para, ao invés disso, envergonhar publicamente aliados europeus.

Em diversos momentos, em particular durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em julho, o presidente norte-americano exigiu de maneira agressiva que os integrantes da aliança militar aumentassem seus gastos com defesa. O republicano também colocou em dúvida o comprometimento dos EUA com o princípio de defesa mútua da entidade, sugerindo que não resgataria um Estado-membro como Montenegro de um eventual ataque externo.

O comportamento errático de Trump sobre a OTAN abre espaço para que Vladimir Putin estenda ainda mais sua influência nos Bálcãs Ocidentais (uma região já instável) e gera preocupações em países bálticos como Lituânia, Estônia e Letônia – na linha de frente de uma eventual invasão russa à Europa.

Em casa, Trump não se absteve de tentar enfraquecer instituições para fins pessoais. Continuaram comuns os ataques à imprensa crítica ao seu governo, assim como hostilidades à investigação do FBI sobre um possível conluio de sua campanha eleitoral com a Rússia. O presidente levantou dúvidas em relação à CIA e afrontou mais uma vez o Judiciário.

As instituições democráticas europeias também passaram por dificuldades. A União Europeia processou a Polônia (sem dúvida o maior caso de sucesso de integração ao bloco) devido a uma série de mudanças que comprometem a independência do Judiciário no país e, por conseguinte, valores os democráticos.

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Varsóvia forçou mais de 20 juízes (quase um terço) da Suprema Corte a se aposentarem ao diminuir sua idade de serviço. Críticos argumentam que a medida deu ao partido governista Lei e Justiça controle político sob o Judiciário. Em outubro, a Corte Europeia de Justiça ordenou que a Polônia suspendesse a aplicação da lei. O governo reinstituiu os juízes, mas seu domínio sobre outras cortes polonesas foi consolidado.

Na Europa, o húngaro Orbán pode ser o futuro, e a alemã Merkel, o passado

Na Hungria, o premier Victor Orbán foi reeleito em abril e continuou a desmantelar a democracia do país centro-europeu. O líder nacionalista segue atacando ONGs que recebam fundos internacionais e usando o investidor e filantropo George Soros como bode expiatório para uma série de problemas húngaros, além de impedir entidades não-governamentais de oferecer ajuda a migrantes e cercear a imprensa crítica.

A Itália formou em julho uma coalizão populista entre a extrema-direita Lega Nord e o movimento “anti-establishment” 5 Estrelas. Os partidos fecharam uma aliança com base em uma plataforma nacionalista, anti-imigração e de combate à pobreza por meio de aumento de benefícios sociais.

A ingenuidade de Luigi Di Maio, líder do movimento 5 Estrelas, alçou Matteo Salvini, da Lega, ao posto de primeiro-ministro de facto. O último acumula o posto de Ministro do Interior, palanque perfeito para suas políticas racistas e anti-imigrantes que ecoam em grande parte do eleitorado, cansado do descaso da UE em relação à divisão da responsabilidade da crise migratória com países costeiros como Espanha e Grécia.

Salvini não desperdiçou a chance de comprar briga com vizinhos europeus ao vetar barcos com migrantes de aportarem na Itália (ainda que muitos tenham fugido de tortura na Líbia), aprovou um decreto migratório que diminui direitos de solicitantes de asilo, e desafiou Bruxelas com um orçamento que viola as regras UE ao aumentar consideravelmente a dívida pública de Roma.

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Em suma, a Itália é liderada por populista que engoliu seu parceiro de coalizão e instaurou um premier burocrático. Salvini, que somava 60% de aprovação em outubro, não se incomodaria com uma nova eleição em breve, visto que a Lega pode obter os votos necessários para governar com a cargo de premier nas mãos.

Outras duas potencias europeias também enfrentam problemas em 2018. Angela Merkel passou 2018 tentando domar parceiros de coalizão ao invés de governar efetivamente, algo que irritou muitos alemães. O resultado foi uma série de derrotas da CDU, o partido da chanceler, em importantes eleições regionais.

Merkel não teve outra saída a não ser deixar o comando do partido. Embora tenha emplacado sua protegida Annegret Kramp-Karrenbauer como sucessora, suas chances de permanecer como chanceler até 2021 parecem remotas. Ainda que se mantenha no cargo, a Europa perdeu sua única liderança antes incontestável.

Na França, o presidente Emmanuel Macron exagerou nas reformas liberais, punindo os mais pobres com cortes em benefícios sociais e dando aos ricos reduções de impostos. O troco veio nas ruas com protestos como os gilets-jaunes (coletes amarelos). Extremamente impopular, pode ser muito tarde para Macron conseguir aprovar suas reformas econômicas.

Guerra comercial

Após indicar que iniciaria uma guerra comercial com a China no ano passado, Trump decidiu impor tarifas à Pequim em 2018. A primeira leva de taxas sobre os produtos importados chineses atingiu painéis solares e maquinas de lavar, chegando depois ao ferro e alumínio sob o argumento (cada vez mais comum nesta administração) de risco à segurança nacional. As tarifas já alcançam 250 bilhões de dólares.

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A China respondeu com taxas contra exportações norte-americanas que somam 110 bilhões de dólares. O resultado parcial desta batalha foi o aumento do déficit comercial dos EUA para o maior nível em uma década, além do impacto negativo nas exportações do país devido a contra-tarifas que afetaram principalmente os fazendeiros americanos.

Jerusalém

Em dezembro de 2017, a gestão de Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel e iniciou a mudança da embaixada dos EUA para o local. O movimento atraiu ampla condenação global – incluindo uma resolução da ONU tornado o reconhecimento dos EUA nulo -, mas em maio de 2018 Washington abriu sua representação diplomática na cidade.

A medida cumpriu uma promessa de campanha de Trump à sua base religiosa. Embora os EUA tenham manifestado o desejo de uma solução pacífica entre Israel e Palestina, o mundo árabe evidenciou seu desconforto com a opção de Washington, questionando a sua isenção para mediar o conflito.

Houve protestos na Turquia, Líbano, Marrocos e na Europa, mas eles não duraram muito. Muitos países árabes enfrentaram problemas domésticos próprios, como guerras na Síria e no Iêmen, além da crise dos refugiados no Líbano e na Jordânia, para demostrar solidariedade à causa palestina.

Em Gaza, dezenas de palestinos morreram em conflitos com soldados israelenses. Contudo, a violência não despertou uma nova intifada.

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A nova posição dos EUA em relação a Jerusalém deve dificultar as negociações de paz com os palestinos, retardando ainda mais o processo. Ela também reforça a posição de Israel de que a cidade é indivisível, frustrando aqueles que desejam Jerusalém Oriental como a capital de um eventual Estado Palestino.

Outros países vão seguir os EUA e transferir suas embaixadas para Jerusalém, embora não haja garantias de que irão permanecer na cidade no futuro. Esse é o caso de Brasil (no governo de Jair Bolsonaro), Guatemala, Honduras e Paraguai. República Tcheca e Romênia estão considerando a mudança.

Coreias se aproximam

Em setembro, líderes das Coreias do Norte e do Sul assinaram um acordo para reduzir as tensões militares na fronteira super militarizada entre os dois territórios. Os países decidiram criar zonas de exclusão aérea na divisa e suspender artilharia e outros exercícios militares próximos à zona desmilitarizada. Seul e Pyongyang também concordaram em desmantelar postos de guarda armados na área e em criar uma “zona marítima de paz” no Mar Amarelo.

O acordo sinaliza que os dois países adotaram uma postura mais ativa para melhorar as relações inter-coreanas, sem a necessidade de mediação externa. Esse é um movimento significativo para construir confiança entre Seul e Pyongyang e reduzir os riscos de ataques acidentais ou de uma guerra convencional na Península Coreana.

A explosão feita pela Coreia do Norte é parte do acordo para reduzir as tensões entre os dois países

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No fim de novembro, a Coreia do Sul liberou imagens da Coreia do Norte detonado 10 postos de guarda na zona desmilitarizada. Semanas antes, os países começaram a remover minas terrestres na fronteira.

Em relação à Declaração Panmunjom – que prevê a desnuclearização completa da Peninsula Coreana – e da Declaração de Singapura, não há evidências concretas de que a Coreia do Norte esteja reduzindo sua capacidade nuclear. Segundo o think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), imagens de satélite indicam que Pyongyang mantém mais de 12 locais de lançamento de mísseis balísticos em uma base próxima da zona desmilitarizada.

Desde a Declaração de Singapura entre EUA e Coreia do Norte, Pyongyang tem pressionado para que as relações com Washington seja normalizada antes de uma concessão em seu programa nuclear. Os EUA, por sua vez, não aceitam iniciar o processo sem que os norte-coreanos reduzam seu arsenal nuclear.

 Irã

Em maio, Trump retirou os EUA do acordo nuclear com o Irã (Plano de Ação Conjunto Abrangente) – que ainda inclui Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia. O republicano se referiu ao documento como “decadente” e “podre”, incapaz de prevenir que o país persa desenvolva armas nucleares. A decisão, mais uma rejeição de Trump ao multilateralismo, contrariou seus próprios conselheiros – como o secretário de Defesa James Mattis – e aliados europeus como Alemanha, França e Reino Unido.

Iraniano protesta contra Trump, o israelense Netanyahu e o príncipe saudita Salmam

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O Irã segue cumprindo os termos definidos no acordo, que não foi abandonado por nenhum outro país. Embora a Europa tenha tentado manter relações comerciais com Teerã, a ameaça dos EUA em impor sanções contra empresas que realizem acordos com a nação do Oriente Médio dificultou esse cenário. Firmas como British Airways, Air France, Total, Siemens and Maersk encerraram operações no país.

A Europa segue tentando encontrar uma maneira de colaborar com o Irã. Para isso, a UE criou um sistema que protegeria as empresas e indivíduos do bloco que continuarem realizando negócios com Teerã, garantindo-os a recuperação de qualquer perda relacionada a sanções dos EUA e a anulação na UE de qualquer decisão de corte estrangeira baseada nelas. O bloco foi mais longe: proibiu que indivíduos e empresas da UE obedeçam as sanções dos EUA.

Novo líder em Cuba

Cuba passou por uma transição histórica em abril. Pela primeira vez desde 1959, a ilha caribenha tem um presidente não ligado à “geração histórica” da Revolução. A Assembleia Nacional escolheu Miguel Díaz-Canel, de 57 anos, para o cargo. Ele foi primeiro vice-presidente do país, ministro da Educação Superior e líder do Partido Comunista na província de Villa Clara entre 1994 e 2003.

Díaz-Canel vai aprofundar as reformas de Raúl, mas sem aderir ao capitalismo

Díaz-Canel substituiu Raúl Castro, de 86 anos, que assumiu a Presidência em 2006. Sob o comando do irmão de Fidel, Cuba passou por algumas reformas relevantes para abrir a economia ao investimento estrangeiro ocorreram, além da reaproximação com os EUA. Castro ainda mantém poder considerável como o secretário-geral do Partido Comunista.

O novo líder afirmou que irá convergir a continuidade da revolução com a necessidade mudanças no país, deixando claro que não vai “restaurar o capitalismo” na ilha. Alguns de seus focos serão aumentar o acesso à internet (levando em conta a possibilidade uso político contra o regime) e modernizar o modelo econômico cubano.

Atrás de parceiros, o novo presidente buscou um antigo aliado. No fim de outubro, Díaz-Canel viajou à Rússia. Durante a Guerra Fria, a União Soviética era o mais importante parceiro comercial da ilha. O governo cubano pode conseguir empréstimos de Moscou para comprar aparato militar e cerca de 260 milhões de dólares para modernizar sua infraestrutura.

Ainda em ritmo de mudanças, o parlamento cubano aprovou o projeto de uma nova Constituição do país em 22 de dezembro. O documento reconhece a função do mercado, da propriedade privada e do investimento externo na economia, embora mantenha o comunismo como meta central. O texto deve ser votado em um referendo em 2019.

A possível nova Constituição permitirá a geração de riqueza privada, a ser controlada por um rígido sistema fiscal que evitará a concentração da propriedade.

Argentina em apuros … de novo

Em 2018, a Argentina voltou a bater na porta de uma instituição odiada no país: o Fundo Monetário Internacional (FMI). O empréstimo de cerca de 50 bilhões de dólares foi atendido, mas trouxe uma sensação de déjà-vu. Em 2001, uma intensa crise fez com que Buenos Aires declarasse moratória de sua dívida pública.

Ao pedir socorro, Mauricio Macri reconheceu que sua gestão não conseguiu implementar as mudanças econômicas prometidas durante a campanha eleitoral de 2015. E pior: o governo argentino despertou a desconfiança dos mercados, de onde tem sido cada vez mais difícil obter empréstimos – mesmo com a taxa de juros de 60% ao ano, a maior do mundo.

Para conter a crise e conseguir o resgate, Buenos Aires adotou medidas de austeridade impopulares. Houve corte de gastos, de ministérios e subsídios para combustíveis, além do aumento em taxas de importação para reduzir o rombo no orçamento.

Assim como outros mercados emergentes, a Argentina foi afetada pela desvalorização drástica do peso (mais de 49% na comparação com o dólar). Isso ocorreu, em parte, devido ao aumento das taxas de juros nos EUA, fazendo com que parte do capital estrangeiro em países em desenvolvimento migrasse para Washington.

Com a moeda desvalorizada, o governo e empresas têm dificuldades de pagar ou fazer empréstimos no exterior – a população também corta o consumo. Assim, o investimento tende a ser reduzido, afetando a economia em geral. Soma-se a isso uma inflação de cerca de 30% ao ano.

2018 foi duro para Macri, que tem apenas 27% de aprovação. Ele terá dificuldades para disputar a reeleição em 2o19. Um consolo é que sua maior adversária, a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner, está envolvida em uma série de escândalos de corrupção. Por outro lado, Macri pode sofrer uma derrota para outro candidato peronista moderado.

Venezuela em caos social

Desde a queda do preço do barril de petróleo em 2014, a economia da Venezuela passa por dificuldades. Em meio a uma longa crise política e com mais de 95% das receitas do governo e 50% do PIB do país dependentes da exportação desta commodity, o país não consegue se reerguer. Neste ano, o PIB venezuelano deve encolher 18%, segundo o FMI.

Outro cenário assustador é a queda livre da produção de petróleo bruto na Venezuela. Em 2011, o país fabricava 3 milhões de barris por dia, um número que deve cair para menos de 1 milhão neste ano. Essa redução drástica ocorreu por diversos fatores, entre eles a falta de recursos para a estatal PDVSA investir no processamento do óleo, ausência de insumos e equipamentos para tratar e armazenar o petróleo. A migração em massa também prejudica a força de trabalho, assim como sanções aplicadas pelos EUA.

Desta forma, mesmo com a recuperação parcial dos preços do petróleo em 2018, a Venezuela não consegue voltar a ter um orçamento no azul. Segundo a Forbes, o país entrega cerca de 40% da sua produção de petróleo para China e Rússia como pagamento de mais de 50 bilhões de dólares em empréstimos, limitando ainda mais os recursos disponíveis.

A ponte que liga a Venezuela à Colômbia se transformou em símbolo do colapso do país

Dona das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela baseou seu modelo econômico nesta commodity e preteriu investimentos em um parque industrial sólido ou agricultura eficiente. Era mais simples vender petróleo e importar os itens necessários à população.

Com a queda do preço do petróleo, faltou moeda estrangeira para bancar as importações. Itens básicos como medicamentos e insumos ficaram raros, levando o comércio a aumentar preços e à inflação fora do controle. O governo tentou controlar preços e imprimiu muito dinheiro, deteriorando ainda mais a cotação da moeda venezuelana. Neste cenário, Caracas tem dificuldades para atrair investimento e crédito estrangeiro no mercado.

Em 2018, o FMI estima que a Venezuela terá uma inflação astronômica de 1,37 milhão porcento, com a possibilidade de chegar a 1o milhões em 2019. Esse nível é comparável apenas à hiperinflação da Alemanha na década de 1920 e do Zimbabue nos anos 2000.

Sem recursos, a infraestrutura do país sofre. Há cortes de energia constantes, que estragam alimentos e afetam hospitais – já em crise por falta de remédios para doenças crônicas.

O colapso da economia levou 3 milhões de venezuelanos (dos 32,8 milhões) a deixarem o país desde 2015. A maioria deles foi para a Colômbia, Equador e também para o Brasil, provocando uma crise migratória de larga escala na América do Sul.

Na Assembléia Geral da ONU deste ano, Trump voltou a dizer que “todas as opções estão na mesa” e que o regime venezuelano “francamente, poderia ser derrubado muito rapidamente pelos militares se eles decidirem fazer isso”.

Com as eleições de novos presidentes na Colômbia e Brasil, passou-se especular sobre uma intervenção militar destes países junto com os EUA. Todos eles negam que seja o caso, mas o presidente venezuelano Nicolás Maduro começou a enviar um recado de que eventuais tropas “não sairão vivas” da Venezuela.

Uma operação militar na Venezuela teria consequências graves para a América do Sul, pois  poderia potencialmente causar um conflito de larga escala e uma crise de refugiados de proporções inimagináveis, além de altos custos econômicos e instabilidade em uma região onde guerras são relativamente raras.

Gabriel Bonis

Gabriel Bonis Repórter do site CartaCapital.com.br

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