Política

Senadores lavajatistas preparam dossiê contra indicado de Bolsonaro ao STF

Parlamentares querem saber, por exemplo, se Flávio Bolsonaro pode ser favorecido por decisões de Kassio Nunes Marques

Senadores lavajatistas preparam dossiê contra indicado de Bolsonaro ao STF
Senadores lavajatistas preparam dossiê contra indicado de Bolsonaro ao STF
Foto: Divulgação/Ascom/TRF-1 Foto: Divulgação/Ascom/TRF-1
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Enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), trabalha pela aprovação rápida da indicação do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), senadores lavajatistas preparam um “dossiê” para levantar o histórico do desembargador Kassio Nunes Marques, seu posicionamento sobre temas polêmicas e envolvimento com investigados.

Os parlamentares querem saber, por exemplo, se o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente, pode ser favorecido pelo candidato a ministro no STF. Flávio é investigado pela prática da “rachadinha” no período que foi deputado estadual no Rio de Janeiro.

O caso é julgado no Tribunal de Justiça fluminense, mas há um recurso do Ministério Público que discute o foro do senador em análise pela Corte. “Tem que ser apurada a sugestão de que há padrinhos, parceiros e amigos que figuram entre os investigados” afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

O desembargador também deverá ser provocado sobre a possibilidade de reeleição de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Uma ação no STF tenta barrar essa possibilidade, hoje vedada pela Constituição. A reunião de apresentação de Kassio Marques na casa do ministro Gilmar Mendes relator do caso, foi intermediada por Alcolumbre.

“É inegável o notável saber jurídico e a reputação ilibada, mas a forma que a escolha foi feita é já chegar pela porta dos fundos”, afirmou o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP).

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), já avisou que a sabatina de Marques não ocorrerá antes do dia 13 de outubro, quando o ministro Celso de Mello se aposenta. A medida, segundo ela, é uma forma de “respeito” ao decano da Corte. O escolhido ainda precisa ser sabatinado na CCJ e ser aprovado pelos senadores na comissão e depois no plenário.

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