‘Se eu digo uma coisa, tenho que praticar’, diz Alexandre Garcia após demissão

Alexandre Garcia foi desligado após defender uso de medicamento sem eficácia comprovada para a Covid-19

O jornalista Alexandre Garcia. Foto: Reprodução/CNN Brasil

O jornalista Alexandre Garcia. Foto: Reprodução/CNN Brasil

Política

Demitido após defender ao vivo o uso do ineficaz tratamento precoce contra a Covid-19, o comentarista Alexandre Garcia falou sobre o caso pela primeira vez.

Em um vídeo publicado em seu canal de YouTube, o jornalista afirmou que não poderia “decepcionar àqueles que foram meus alunos ao longo de todos esses anos”. 

“Se eu digo uma coisa, eu tenho que praticar. E eu tenho dito: pensem com a sua cabeça (…) não permitam que professores façam uma lavagem cerebral em você, não permita que o medo dos seus colegas faça com que você se encolha”, disse, após ler a nota sobre a demissão do canal.

Desde a dispensa da CNN Brasil, Garcia ganhou mais de 200 mil novos seguidores no canal, que agora conta com mais de 2 milhões de inscritos.

“Você pode até me contrariar, é normal. O que não pode ser normal é que a pessoa seja um rebanho, acéfalo, sem pensamento”, completou

Garcia foi desligado após voltar a defender o tratamento precoce para a Covid-19, com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada cientificamente. Ele já havia sido desmentido no ar durante o quadro “Liberdade de Opinião”, pelo mesmo discurso. 

Na sua última aparição na CNN Brasil, na sexta-feira, o jornalista afirmou que “remédios sem eficácia comprovada salvaram milhares de vidas”. 

Ele ainda defendeu a operadora de saúde Prevent Senior, investigada pela CPI da Covid no Senado por supostamente adulterar registros de prontuários de pacientes e realizar testes com medicamentos experimentais sem o consentimento dos pacientes ou dos familiares. 

“Essa questão de eficácia comprovada a gente só vai saber daqui uns três anos.”

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Repórter do site de CartaCapital

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