Justiça
Saiba como foi o 1º dia de julgamento sobre o assassinato da Mãe Bernadete
A análise do caso prosseguirá nesta terça-feira 14
O júri popular de dois réus que respondem pelo assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete começou nesta segunda-feira 13 no Tribunal de Justiça da Bahia. A analise continuará nesta terça 14.
Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos respondem por homicídio qualificado cometido por motivo torpe, de modo cruel, sem possibilitar a defesa da vítima e para assegurar a execução.
Aguardam julgamento — sem data definida — os réus Josevan Dionísio, Sérgio Ferreira de Jesus, Ydney Carlos dos Santos e Carlos Conceição Santiago.
Na primeira sessão, o TJ-BA realizou o sorteio dos sete jurados do conselho de sentença. Seguindo o rito, houve os depoimentos das testemunhas de acusação e o interrogatório de Arielson. A única testemunha de defesa que prestaria depoimento foi dispensada. Foragido, Marílio não foi ouvido, mas seus advogados marcaram presença no tribunal.
Nesta terça-feira, ocorrerá o debate entre o Ministério Público estadual, responsável pela denúncia, e os advogados dos acusados. Por fim, os jurados deverão proferir a sentença. A juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos conduziu a sessão desta segunda.
O crime ocorreu em 2023, em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. Maria Bernadete Pacífico foi assassinada com 25 tiros dentro de casa, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares.
A líder religiosa estava com seus três netos quando foi atingida. Segundo as investigações, Mãe Bernadete foi executada porque lutou contra o tráfico de drogas na região.
Além disso, ela teria resistido à construção da barraca Point Pitanga City, ponto de venda de drogas de Marílio e Ydney, construída de forma ilegal pelo grupo criminoso na barragem de Pitanga dos Palmares. O local é uma área de preservação ambiental.
Saiba quem são os acusados:
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Arielson da Conceição Santos: é apontado como um dos executores diretos do crime;
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Marílio dos Santos: é apontado como mandante e chefe do grupo criminoso. Permanece foragido;
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Josevan Dionísio dos Santos: também apontado como executor do homicídio, foi preso em setembro de 2025 após manter a própria família refém. Seu julgamento ainda não tem data marcada.
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Sérgio Ferreira de Jesus: acusado de ter instigado o crime após ser repreendido por Mãe Bernadete, responde por receptar os celulares roubados da vítima e de familiares no dia do crime. Seu julgamento ainda não tem data marcada.
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Ydney Carlos dos Santos de Jesus: é suspeito de ser uma das lideranças do tráfico na região e de ter auxiliado no planejamento do assassinato. Seu julgamento ainda não tem data marcada.
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Carlos Conceição Santiago: é investigado por ter armazenado as armas utilizadas no assassinato e ajudado na fuga de Arielson. Seu julgamento ainda não tem data marcada.
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