Política

Rui Costa critica o ‘silêncio’ do mercado financeiro durante governo Bolsonaro

Não é a primeira vez que o ministro de Lula se posiciona contra as pressões do setor financeiro contra o governo federal

Rui Costa critica o ‘silêncio’ do mercado financeiro durante governo Bolsonaro
Rui Costa critica o ‘silêncio’ do mercado financeiro durante governo Bolsonaro
O ministro da Casa Civil, Rui Costa. Foto: Henrique Raynal/CC
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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou nesta quinta-feira 5 o que chamou de “silêncio” do mercado financeiro durante as ações do governo de Jair Bolsonaro (PL) que prejudicaram a economia brasileira, como o calote nos precatórios e obras paradas.

“Nós estimamos quase 200 bilhões de reais que foram torrados no ano de 22 para tentar a reeleição do presidente naquele ano. E o mercado absolutamente silencioso e apoiando o discurso vazio e inconsistente do então ministro da Economia“, disse.

As declarações foram durante a abertura do seminário “A realidade brasileira e os desafios do PT”, organizado pela legenda e por sua fundação, a Perseu Abramo. O evento terminará nesta sexta-feira 6, às 19h, com uma mensagem de Lula.

As falas de Rui são em meio a uma crise do governo Lula (PT) com o mercado financeiro, que rejeitou o pacote fiscal anunciado pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad. A reação dos agentes fez o dólar disparar e passar de 6 reais.

Em seu discurso, Rui ainda defendeu que o PT faça a “disputa da narrativa” com a extrema-direita. “Ocupando cada rádio, cada blog, cada conta de Instagram, Tiktok, seja o que for. O que eles estão fazendo é [tentando] antecipar as eleições de 2026, trazendo para o presente uma tentativa de desestabilizar o governo”.

O ministro ainda lembrou os índices econômicos do governo, que tem superado as expectativas. “Inicia-se neste ano, as agências do tal mercado [dizendo] que o Brasil vai crescer 1,5%. Estamos em dezembro, e eles são forçados a publicar que o Brasil pode crescer 3,5% neste ano, não mais puxado pelo agronegócio que em função das chuvas e das secas decresceu”, afirmou.

Não é a primeira vez que o ministro de Lula critica as pressões do setor financeiro contra o governo federal. Nesta semana, Rui chegou a classificar o movimento como um “ataque especulativo” contra o Real.

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