Política

Rio Grande do Sul precisa de um ‘plano Marshall’ para a reconstrução, afirma Eduardo Leite

Leite destacou que a reconstrução também passará pelo assistencialismo prestado às vítimas das enchentes e alagamentos

O presidente Lula e o governador do RS, Eduardo Leite, em 2 de maio de 2024. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que o estado precisará de um “Plano Marshall” para reconstruir as cidades após os danos causados pelas chuvas torrenciais. A declaração ocorreu na noite deste sábado 4, em coletiva de imprensa ao lado do ministro Paulo Pimenta.

O plano citado foi o responsável pela recuperação econômica de países europeus após a Segunda Guerra Mundial.

“O Rio Grande do Sul vai precisar de uma espécie de Plano Marshall para a reconstrução”, frisou. “Vão ser muitos dias e muitos problemas ainda, mas nós estamos em todas as frentes com todos os apoios possíveis”.

Leite destacou que a reconstrução também passará pelo assistencialismo prestado às vítimas das enchentes e alagamentos. “Quem foi vítima da tragédia não pode ser vítima da desassistência [do estado]”, destacou.

Na manhã deste sábado, Leite havia feito um apelo para que moradores de áreas de risco deixem suas casas e busquem abrigo. O alerta ocorre após o avanço das águas do rio Jacúi, que cruza cidades da região metropolitana de Porto Alegre.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nove ministros retornarão ao RS neste domingo 5 para acompanhar as medidas emergências tomadas e planejar futuras ações para a reconstrução do estado.

Pimenta e o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, já estão no estado para instalar um escritório de monitoramento especial para acompanhar o caso. A prioridade é conduzir, com o apoio da polícia e dos bombeiros, o resgate a pessoas em locais de risco e a assistência aos que estão em abrigos.

Racionamento e medidas emergenciais

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pediu neste sábado 4 para que a população racione o consumo de água, diante da interrupção no funcionamento de quatro das seis estações de tratamento de água operadas pela Departamento Municipal de Água e Esgotos.

A cidade enfrenta diversos focos de enchentes e inundações após o lago Guaíba, que atravessa a cidade, ter ultrapassado a cota de inundação e superado os cinco metros, maior nível já registrado.

Vítimas da tragédia

Até o momento, o governo de estado registrou 57 vítimas fatais em decorrência dos temporais que atingem o estado. O governo estima que ainda existam 67 pessoas desaparecidas, 74 feridas, 375 mil imóveis sem energia e mais de 441 mil imóveis sem água.

A Defesa Civil soma ao menos 32,2 mil pessoas que precisaram abandonar suas casas devido às fortes chuvas. Do total, 8.168 pessoas estão em abrigos enquanto 24.080 estão desalojadas, na casa de familiares ou amigos.

Dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, estima-se que 300 foram afetados pelas enchentes e inundações, o equivalente a 60% dos municípios.

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