Política
Reprovação à anistia aos golpistas cresce e atinge 47% dos brasileiros, indica pesquisa
A discussão sobre a redução das penas dos participantes da tentativa de golpe também não encontra apoio popular, de acordo com o levantamento da Quaest
A proposta de anistia a golpistas condenados pelos ataques de 8 de Janeiro de 2023 tem cada vez menos apoio popular. É o que mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira 8 pela consultoria Quaest em parceria com a Genial Investimentos.
Segundo o levantamento, 47% dos brasileiros são contra qualquer tipo de anistia. O índice é seis pontos percentuais mais alto do que o registrado pelo levantamento realizado em setembro.
Enquanto isso, permaneceu estável o índice de pessoas que são favoráveis a uma anistia ampla, que contemple, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O político foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Confira o cenário:

‘PL da Dosimetria’ também não tem apoio
Diante da baixa popularidade do tema, o Congresso começou a discutir uma proposta alternativa, com redução de penas para os condenados pelo golpismo, que passou a ser chamada de “PL da Dosimetria”. Mesmo essa proposta, porém, não encontra apoio entre os brasileiros: segundo a Quaest, pouco mais de metade dos eleitores não concorda com a iniciativa.
Veja os resultados:

Rejeição à ‘PEC da Blindagem’ também cresceu
Outra proposta com forte rejeição é a chamada PEC da Blindagem, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas enterrada pelo Senado depois de manifestações populares.
Neste levantamento, 63% dos entrevistados se disseram contrários, dez pontos percentuais acima do resultado registrado em agosto. Apenas 22% dos entrevistados dizem que são a favor da blindagem. Eram 31% em agosto.

Ainda sobre a PEC da Blindagem, um detalhe chama atenção. Em setembro, quando o assunto foi abordado em pesquisa Quaest pela primeira vez, os eleitores bolsonaristas eram favoráveis à medida. Agora, o cenário no grupo se inverteu. Todos os demais grupos políticos monitorados já rejeitavam a proposta.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 2 e 5 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
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