Política

‘Quero construir uma chapa para ganhar as eleições’, diz Lula sobre ter Alckmin de vice

‘Estamos conversando, mas preciso primeiro saber qual é o partido que o Alckmin vai entrar’, disse o ex-presidente

Foto: Reprodução
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira 30 a possibilidade de formar uma aliança com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin para a eleição de 2022. O petista, no entanto, disse que a composição depende do novo partido escolhido pelo paulista no ano que vem. As declarações foram dadas em entrevista à rádio Gaúcha.

“Ele está em uma definição de partido e nós estamos no processo de conversar. Vamos ver se a hora que eu decidir ser candidato se é possível construir uma aliança política, mas preciso primeiro saber qual é o partido que o Alckmin vai entrar e ele ainda não decidiu”, disse Lula.

“Eu quero construir uma chapa para ganhar as eleições”, acrescentou o ex-presidente após dizer que tem uma ‘extraordinária relação’ com o ex-governador de São Paulo.

Ainda que tenha confirmado as conversas, Lula voltou a dizer que ainda não sabe se será candidato e que as indicações de vice na sua chapa são, por enquanto, apenas especulações.

Lula e Alckmin devem se encontrar nesta semana para discutir a composição para o ano que vem, segundo o jornal Folha de S. Paulo desta terça. Na segunda 29, o ainda tucano se reuniu com líderes sindicais, que garantiram que Alckmin também confirmou que a aliança com Lula em 2022 ‘caminha’.

Ainda sobre as eleições de 2022, o ex-presidente disse que, se retornar ao poder, irá revogar o teto de gastos e acabar com a atual política de preços da Petrobras.

“Qualquer pessoa séria que ganhar as eleições de 2022 não vai manter essa política de preços da Petrobras. Não é respeitoso com as pessoas desse país. Essa política de preços é resultado do complexo de vira-latas de muita gente desse país, de se subordinar aos interesses de multinacionais que estavam preparadas para destruir a indústria brasileira”, afirmou.

Para Lula, o presidente Jair Bolsonaro é uma ‘anomalia fruto do ódio’ que se mostrou despreparado para governar o Brasil. Ainda na entrevista, disse que a culpa pela crise econômica brasileira é do atual presidente e sua equipe.

50% da inflação hoje está subordinada aos preços controlados pelo governo. Portanto, o governo tem muita responsabilidade pela inflação, pelo preço da energia, do gás, da gasolina e do óleo diesel”, destacou.

Em outro trecho, o petista criticou a execução do chamado orçamento secreto no Congresso Nacional.

“Bolsonaro está quebrando o teto de gastos todos os dias. Eles agora estão governando não mais pela Presidência, mas pelas emendas secretas. Eu estou com 76 anos e nunca ouvi falar de emenda secreta, inventaram essa coisa agora que a Câmara tem mais poder de investimento do que a União”, disse.

Nicarágua, Cuba e Venezuela

Questionado sobre as declarações recentes sobre os governos de Cuba, Venezuela e principalmente da Nicarágua, Lula disse que as declarações teriam sido distorcidas por parte da imprensa brasileira.

“Eu não fiz comparação entre Ortega e Angela Merkel, eu fiz comparação entre dois formatos, entre o parlamentarismo e o presidencialismo. Ora, por que no parlamentarismo uma pessoa pode ficar 20 anos, como Margareth Thatcher, e no presidencialismo não pode? Foi esse o questionamento”, disse sem responder diretamente a pergunta se considerava os três regimes citados como democracias.

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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