Política

Quem são os policiais presos pela PF sob suspeita de omissão no terrorismo bolsonarista

A corporação cumpre três mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de seis de busca e apreensão

Quem são os policiais presos pela PF sob suspeita de omissão no terrorismo bolsonarista
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Foto: AFP
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A Polícia Federal foi às ruas nesta terça-feira 7 para prender quatro policiais militares suspeitos de omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília.

Confira a relação:

  • o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, então chefe do Departamento Operacional da PM do Distrito Federal;
  • o capitão Josiel Pereira César, ajudante de ordens do comando-geral da PM;
  • o major Flávio Silvestre de Alencar;
  • e o tenente Rafael Pereira Martins.

A PF cumpre três mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de seis de busca e apreensão, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a corporação, o objetivo da operação é “identificar pessoas que participaram, financiaram, omitiram-se ou fomentaram os fatos ocorridos em 8 de janeiro”.

Naime entrou na mira da Justiça não apenas por ser o responsável pelo planejamento da operação de segurança, mas por pedir folga do trabalho às vésperas dos ataques bolsonaristas. A licença concedida pelo então comandante-geral da corporação, Fábio Augusto Vieira, compreendia o período entre 3 e 8 de janeiro.

No fim do mês passado, o então interventor da União na Segurança Pública do DF, Ricardo Cappelli, apresentou seu relatório sobre falhas operacionais no dia dos atos terroristas. Naime é mencionado diretamente quando o documento lista os comandantes de batalhões que estavam em férias em 8 de janeiro.

“A par de tudo isso, soma-se o fato de o Chefe do Departamento Operacional – DOP, Cel. Jorge Eduardo Naime Barreto, ao qual todos aqueles estão subordinados, solicitou ‘dispensa recompensa’ entre os dias 03/01/2023 e 08/01/2023, razão pela qual não estava de serviço no dia dos fatos”, diz um trecho do relatório.

Em nota, a defesa do coronel afirmou que “Naime agiu conforme a lei e a técnica, realizando todas as prisões ao alcance das condições materiais com as quais contava no momento” e que “o avanço das investigações demonstrará a inocência do Coronel, que há 30 anos presta serviços relevantes à população do Distrito Federal”.

As prisões desta terça se somam a outras 12 já realizadas pela PF no âmbito da Lesa Pátria. Ao todo, ainda foram realizadas 31 buscas e apreensões desde os atos golpistas.

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