Política

Quem são os organizadores da ‘Festa da Selma’, presos na nova fase da Operação Lesa Pátria

PF cumpre dez mandados de prisão na manhã desta quinta-feira 17 contra participantes dos atos de terrorismo do 8 de Janeiro; expressão ‘Festa da Selma’ era usada para driblar investigação

Fernando Oliver e Dirlei Paiz. Foto: Reprodução/Redes Sociais
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A nova fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira 17, busca cumprir dez mandados de prisão e 16 de busca e apreensão contra pessoas envolvidas nos atos golpistas do 8 de Janeiro. A ação de hoje constitui a 14ª fase da operação.

As prisões, decretadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo realizadas no Distrito Federal, em Goiás e na Paraíba. Segundo a PF, os alvos de hoje têm em comum a suspeita de incentivarem o movimento, conhecido entre bolsonaristas, como “Festa da Selma”, uma alusão à invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF).

Um dos presos na operação de hoje é o pastor evangélico Dirlei Paiz. Atualmente, ele é coordenador técnico do gabinete do presidente da Câmara de Vereadores de Blumenau (SC), Almir Vieira. Nas redes sociais, Paiz, de 40 anos, já publicou diversas imagens de manifestações em frente ao quartel da cidade.

A polícia também prendeu a cantora gospel Fernanda Oliver. Foi ela, por exemplo, a responsável por gravar a canção que ficou conhecida como “hino das manifestações”, cujos versos exaltavam a “luta” em nome de “Deus, pátria e família”. Nascida no Tocantins, Fernanda morava em Goiânia (GO).

Outro preso é o influenciador bolsonarista Rodrigo Lima. Ele foi preso na Paraíba e é acusado de ser um dos principais articuladores do acampamento bolsonarista na capital do estado, João Pessoa. Nas redes sociais, Lima se apresenta como “político, gestor público, cientista político, professor, palestrante e escritor”; e suas publicações exaltam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além dos três, os policiais prenderam Isac Ferreira. Nas redes sociais, ele foi um dos entusiastas da invasão às sedes dos Três Poderes, com publicações – mantidas até hoje – que fazem referência à ‘Festa da Selma’. Em dezembro do ano passado, ele publicou uma foto sua em uma manifestação bolsonarista, na qual consta a frase “ladrão não sobe a rampa”. Isac foi preso no Distrito Federal.

Os demais presos pela PF nesta quinta ainda não tiveram os nomes divulgados. As defesas dos citados ainda não se manifestaram sobre as prisões realizadas hoje.

Mais cedo, Dino disse que a operação seria “Justiça necessária para que atuem as funções repressivas e preventivas que o Direito Penal exerce”. A PF informou, em nota, que os organizadores da ‘Festa da Selma’ poderão responder pelos “crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido e crimes da lei de terrorismo.”

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