Política

Quando apoiado por Lula, Kalil reverte desvantagem e venceria Zema, diz pesquisa

Atual governador perde 19 pontos percentuais ao associar seu nome com o do pré-candidato do Novo, Felipe D’avila; já Viana cresce 7 pontos com apoio de Bolsonaro

Fotos: Divulgação e Ricardo Stuckert
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O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) venceria o atual governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) caso recebesse o apoio formal de Lula (PT) para a disputa no estado. A indicação consta na nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira 13. A aliança, de acordo com o levantamento, é capaz de reverter uma desvantagem de 11 pontos percentuais registrada no cenário geral, sem associações aos presidenciáveis.

Ao ter seu nome associado a Lula, Kalil cresce 13 pontos, partindo de 30% para 43% das intenções de voto. Já Zema, quando tem seu nome vinculado ao de Luiz Felipe D’avila (Novo), perde 19 pontos percentuais, o que derruba suas indicações de voto de 41% para 22%.

O resultado, portanto, indica que o apoio de Lula a Kalil seria capaz de virar a disputa pelo governo mineiro. Nem mesmo Jair Bolsonaro (PL), que apoia Carlos Viana (PL), conseguiria mudar o cenário. A associação entre os dois políticos renderia a Viana um crescimento de sete pontos percentuais, fazendo com que salte de 9% para 16%, o que ainda o mantém em terceiro lugar.

O melhor cabo eleitoral em Minas neste momento é o ex-presidente Lula. Seu apoio faz com que 30% dos eleitores mudem de voto. Bolsonaro pode promover a mudança de 18% dos eleitores, e o ex-governador e Senador Anastasia influencia 12%”, registra Felipe Nunes, cientista político e diretor da Quaest.

Impasse entre Lula e Kalil

Em fevereiro deste ano, o ex-prefeito de BH já vislumbrava o cenário revelado pela pesquisa. Na ocasião, Kalil disse que precisa mais do Lula do que “o Lula precisa dele”. Fato que já havia sido confirmado em outros levantamentos e se consolida na pesquisa desta sexta-feira.

Para garantir o apoio formal de Lula, no entanto, o ex-prefeito terá que superar divergências dentro do seu partido, o PSD, comandado por Gilberto Kassab. A legenda tem um compromisso de lançar Alexandre Silveira como candidato ao Senado, o que na prática barra a aliança com o PT, que quer apoio a Reginaldo Lopes em troca da composição com Kalil.

Em conversa com CartaCapital, fontes do PT avaliaram que o PSD estaria boicotando a composição por ter bolsonaristas como maioria na bancada do partido no estado. Os parlamentares pressionam por uma liberação da legenda para apoiar Bolsonaro nacionalmente e, em alguma medida, Zema.

“O Kalil está com um grande problema que é o PSD de Minas. O partido no estado é composto majoritariamente por deputados federais que são bolsonaristas e até zemistas”, afirmou o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) em conversa com CartaCapital.

Minas, que é o segundo maior colégio eleitoral do País, é vista como estratégica para a eleição nacional. Desde 1989, o presidente eleito é o que leva mais votos no estado.

 

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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