Política

Pré-candidato à Presidência, João Doria diz que aliança com Sergio Moro ‘é possível’

Em entrevista à emissora CNN Brasil, governador também citou Simone Tebet, Rodrigo Pacheco e Geraldo Alckmin, mas evitou Aécio Neves

O governador de São Paulo, João Doria. Foto: GOVSP
O governador de São Paulo, João Doria. Foto: GOVSP

Anunciado como candidato a presidente da República pelo PSDB, João Doria declarou que “é possível” fazer uma aliança com o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro para as eleições de 2022.

 

Em entrevista à emissora CNN Brasil, neste domingo 28, o governador de São Paulo disse ter “boas relações” com o ex-juiz da Lava Jato. O tucano, no entanto, não explicou de que forma essa união se daria, já que Moro também é cogitado a se lançar na disputa à Presidência.

“Sim, é possível”, disse Doria, após ser questionado sobre possível aliança com Moro. “Eu tenho boas relações com o Sérgio Moro e tenho respeito por ele. Aliás, não haveria nenhuma razão para não mantermos boas relações com alguém que ajudou o Brasil, que contribuiu com a Lava Jato.”

Na sequência, o governador também citou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), também anunciada por seu partido para a disputa à Presidência e conhecida por seu apoio à Operação Lava Jato, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

“Uma brilhante senadora da República. Tenho muita admiração por ela. Nos damos muito bem. O senador Rodrigo Pacheco também é uma pessoa de bem, mineiro, com boa postura, com equilíbrio. Há vários ‘pré bons candidatos’ que merecerão boas conversas com o PSDB, conosco e da nossa parte, com ele também. Nós temos que estar juntos para termos um projeto para os brasileiros e para o Brasil”, afirmou.

Sobre Geraldo Alckmin (PSDB), que cogita sair do partido e é cotado para fechar uma chapa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Doria disse que “resta saber se ele estará ou não no PSDB” e que “se for ficar, será muito bem-vindo e será respeitado nos seus objetivos e na dimensão que ele possui como homem público”.

Perguntado sobre Aécio Neves (PSDB-MG), o governador disse preferir “não fazer nenhuma referência neste momento”. Em relação à bancada mineira, ele afirmou que “há bons prefeitos e vereadores em Minas e muitas lideranças que merecem respeito e consideração” e que estarão “juntos”.

Doria fez uma série de críticas à gestão do Ministério da Economia do presidente Jair Bolsonaro. Em sua visão, o governo federal falhou em aprovar reformas econômicas liberais como a administrativa, que, apesar de defendida pelo tucano, é extremamente criticada por servidores públicos.

Segundo ele, sua equipe econômica para o Palácio do Planalto será anunciada em até duas semanas, deve conter seis integrantes e três deles serão mulheres. De acordo com o pré-candidato, seu plano será baseado na “compreensão da economia liberal e social ao mesmo tempo”.

“O governo não fez o que deveria ter feito, a reforma administrativa, a reforma fiscal, para ter recursos para aplicar no programa Auxílio Brasil. Nós fizemos aqui em São Paulo. Aqui nós temos a Bolsa do Povo, com 535 reais, não são 400, para a população mais vulnerável. Mas nós fizemos a reforma administrativa, fizemos a reforma fiscal, fizemos uma ampla reforma previdenciária”, completou, sem mencionar intensos protestos contrários a essas reformas.

Doria foi eleito na votação interna do partido com 53,99% dos filiados, contra 44,66% de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e 1,35% de Arthur Virgílio, ex-prefeito de Manaus. A tarefa do tucano paulista será alavancar a vaga da 3ª via, até então enfraquecida diante do favoritismo a Lula e Bolsonaro nas pesquisas eleitorais.

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