Política

PP vai indicar ex-vice-líder de Bolsonaro para a relatoria do arcabouço fiscal na Câmara

A indicação de Cajado para a relatoria do marco fiscal foi avalizada pelo Planalto; texto chega ao Congresso na tarde desta terça-feira

PP vai indicar ex-vice-líder de Bolsonaro para a relatoria do arcabouço fiscal na Câmara
PP vai indicar ex-vice-líder de Bolsonaro para a relatoria do arcabouço fiscal na Câmara
O deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA). Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
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A cúpula do PP bateu o martelo na indicação do deputado federal Cláudio Cajado (BA) para relatar a proposta do arcabouço fiscal enviado pelo governo Lula (PT) como substituto do teto de gastos. A informação foi confirmada a CartaCapital por parlamentares da sigla.

O anúncio do relator do texto será feito na tarde desta terça-feira 18 pelo presidente da Câmara, Arthur Lira. O União Brasil também disputava a relatoria da matéria com o deputado federal Mendonça Filho (PE).

Com forte aproximação com o PT da Bahia, Cajado está em seu oitavo mandato e mais recentemente foi vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara. Logo após a vitória de Lula, o deputado disse, durante entrevista a CartaCapitalesperar “acenos” do petista para começar a discutir uma possível aliança.

Sua atuação como parlamentar coleciona críticas de petistas mais xiitas, como os votos favoráveis ao impeachment da então presidenta Dilma Rousseff e à reforma trabalhista.

A indicação de Cajado para a relatoria do marco fiscal, porém, foi avalizada pelo Planalto. Integrantes da articulação política do governo avaliam que um parlamentar do PP poderia ser um aceno positivo a Lira sobre a disposição do Executivo em agilizar a análise do texto.

Na última semana, o presidente da Câmara afirmou que o governo “não terá dificuldades” para aprovar o novo marco fiscal na Casa. “Pelos moldes que foi desenhado, não achamos nestes assuntos que foram tratados nenhuma dificuldade”, avaliou Lira à TV Bandeirantes.

O desenho do arcabouço fiscal deve ser encaminhado ao Congresso no final da tarde. A proposta será entregue aos presidentes da Câmara e do Senado por ministros do governo, a exemplo de Fernando Haddad (Fazenda).

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