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Por que Lula diz que não debaterá tensão em Essequibo com Maduro

O petista afirmou, contudo, que o assunto ‘não pode ser esquecido, porque é quase secular’

Por que Lula diz que não debaterá tensão em Essequibo com Maduro
Por que Lula diz que não debaterá tensão em Essequibo com Maduro
O presidente Lula em viagem a Georgetown, na Guiana, em 29 de fevereiro de 2024. Foto: Keno George/AFP
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O presidente Lula (PT) afirmou que se encontrará na sexta-feira 1º com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante a reunião da Celac em São Vicente e Granadinas. Nesta quinta, o petista esteve com o presidente da Guiana, Irfaan Ali, em Georgetown.

Lula, porém, não pretende discutir com Maduro as tensões sobre Essequibo, um território rico em petróleo que está no centro da disputa entre Venezuela e Guiana. Ele também afirma não ter abordado o assunto no encontro com Ali.

“Não é momento de discutir, era uma reunião bilateral para discutir desenvolvimento, discutir investimento”, disse Lula após a agenda. “Mas o presidente Irfaan sabe, como sabe o presidente Maduro, que o Brasil está disposto a conversar com eles na hora em que for necessário.”

Lula também declarou que não discutirá o tema com Maduro “porque a reunião não é para isso”, mas para debater a Celac.

O petista afirmou, contudo, que o assunto “não pode ser esquecido, porque é quase secular”.

“O Brasil vai continuar empenhado para que as coisas aconteçam na maior tranquilidade possível. Se, em 100 anos, não foi possível resolver esse problema, é possível que a gente leve mais algumas décadas”, prosseguiu. “A única coisa que eu tenho certeza é que a violência não resolverá esse problema, criará outros problemas.”

A Venezuela argumenta que o Essequibo, uma região de 160 mil km² rica em recursos naturais e minerais, faz parte de seu território desde a época em que era colônia da Espanha.

Caracas apela para o acordo de Genebra, assinado em 1966, antes de a Guiana se tornar independente do Reino Unido. Esse termo estabelecia as bases para uma solução negociada e anulava um laudo de 1899 a fixar as fronteiras que Georgetown defende na Corte Internacional de Justiça.

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