Política

Pochmann defende recuperação do IBGE ‘após vendaval tóxico e destrutivo’ sob Bolsonaro

O economista tomou posse como presidente do instituto, em cerimônia que contou com a presença do presidente Lula (PT)

Registro da posse de Marcio Pochmann no IBGE. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O economista Marcio Pochmann tomou posse como presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nesta sexta-feira 18. Em cerimônia que contou com as presenças do presidente Lula (PT) e da ministra do Planejamento, Simone Tebet, Pochmann fez uma defesa do órgão e criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL).

“A recuperação do IBGE é urgente e inadiável, após o vendaval tóxico e destrutivo dos anos recentes”, afirmou. Segundo Pochmann, as condições anteriores “impuseram a realização do Censo Demográfico com um atraso de dois anos e com recursos orçamentários de apenas dois terços do total que havia sido comprometido em termos reais em 2010”. 

Para ele, porém, a mudança de gestão poderá garantir recursos adicionais ao Censo e ao reajuste inicial das remunerações, além da aprovação de concursos.

Graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em economia pela Unicamp, Pochmann aproveitou a cerimônia para tratar de suas credenciais acadêmicas.

“O desafio me cobra a totalidade das competências, a produção com máxima qualidade e rigor técnico e científico das informações e dos dados”, pontuou.

O IBGE é vinculado à pasta chefiada por Tebet, que chegou a dizer, logo após a indicação do economista, ter sido avisada de última hora sobre a escolha de Lula. Na cerimônia desta sexta, porém, a ministra reforçou a necessidade de unidade no governo.

“Não há duas estradas. Não há dois caminhos. Não há mão e contramão. Nossa estrada não é de mão dupla, mas de mão única. Todos caminhamos juntos e repito as palavras do presidente Lula: colocar o pobre no Orçamento, erradicar a pobreza, garantir dignidade e cidadania ao povo brasileiro”, afirmou a emedebista.

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