Justiça
PGR denuncia mais 225 envolvidos em atos golpistas do 8 de janeiro
Para o órgão, porém, não seria possível enquadrá-los no crime de terrorismo, uma vez que a prática deste crime não estaria ligada a razões políticas
A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira 30, mais uma denúncia contra 225 pessoas que participaram dos atos golpistas no Distrito Federal, em 8 de janeiro.
O documento, assinado pelo subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, acusa os bolsonaristas dos crimes de associação criminosa e incitação ao crime contra os Poderes Constitucionais. O MPF ainda solicitou o pagamento de indenização por danos morais coletivos.
Para o órgão, porém, não seria possível enquadrá-los no crime de terrorismo, uma vez que a prática deste crime não estaria ligada a razões políticas, mas a questões de “xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião”.
Os bolsonaristas denunciados estavam, segundo o MPF, acampados em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, no momento em que foram presas. Eles passaram por audiência de custódia e estão presos preventivamente em unidades prisionais do DF.
Esta é a sexta representação feita pela PGR no âmbito de inquéritos que apuram os atos golpistas na capital federal. Agora, cabe ao STF decidir se aceita ou não a denúncia.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



