Política

Petrobras autoriza posse do general Silva e Luna na presidência

O militar substitui Roberto Castello Branco na chefia da estatal

O presidente Jair Bolsonaro junto ao presidente da Petrobrás Joaquim Silva e Luna. Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro junto ao presidente da Petrobrás Joaquim Silva e Luna. Foto: Alan Santos/PR

O general Joaquim Silva e Luna está autorizado a tomar posse como novo presidente da Petrobras, segundo decisão do conselho administrativo da estatal nesta sexta-feira 16.

 

O militar substitui Roberto Castello Branco no posto, por indicação do presidente Jair Bolsonaro. Antes de chegar ao comando da petrolífera, Silva e Luna dirigiu a Itaipu Binacional, desde 2019, e foi ministro da Defesa no governo de Michel Temer (MDB).

A decisão do presidente da República em trocar o chefe da Petrobras ocorreu após sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis. Caminhoneiros e entidades sindicais reivindicam que, para conter os valores, o governo deve interromper a política de alinhamento dos preços ao mercado internacional.

Ao intervir na Petrobras, Bolsonaro foi comparado a Dilma Rousseff (PT) por economistas da Faria Lima. Mas especialistas ouvidos por CartaCapital sobre o tema negam semelhança entre a conduta de Bolsonaro e Dilma em relação à estatal.

Perfil

Anunciado em fevereiro deste ano como novo presidente da Petrobras, Silva e Luna já divergiu de Castello Branco no debate sobre os preços dos combustíveis e defendeu “olhar social” pela empresa.

Pernambucano, o militar tem mestrado e doutorado em Ciências Militares. Também cursou pós-graduação em Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, e em Projetos e Análise de Sistemas, na Universidade de Brasília.

Por doze anos, trabalhou como general na ativa. Entre 2002 e 2004, foi comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé, no Amazonas; de 2004 a 2006, foi Diretor de Patrimônio; de 2007 a 2011, chefiou o Gabinete do Comandante do Exército; e entre 2011 e 2014, foi chefe do Estado-Maior do Exército.

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