Partidos de oposição pedem que STF notifique Braga Netto por supostas ameaças

O pedido pretende esclarecer caso noticiado pelo 'Estadão' nesta quarta-feira 22

Ministro da Defesa, general Walter Braga Netto 

Foto: Alan Santos / PR

Ministro da Defesa, general Walter Braga Netto Foto: Alan Santos / PR

Política

Partidos de oposição ao governo Bolsonaro vão pedir ao Supremo Tribunal Federal que interpele o Ministro da Defesa, general Braga Netto, sobre as supostas ameaças de golpe noticiadas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira 21. A interpelação é um instrumento para cobrar, em juízo, explicações sobre essa suposta declaração.

O ministro da Defesa, general Braga Netto, teria dito ao presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira que, sem a aprovação do voto impresso e “auditável”, não haveria eleições em 2022.

A ameaça teria ocorrido no último dia 8 de julho, na presença dos comandantes das Forças Armadas. Nesse mesmo dia, Bolsonaro declarou publicamente que, se não houvesse voto impresso, não haveria eleições. Em nota, tanto Braga Netto, quanto Arthur Lira negaram a informação.

 

CartaCapital, o cientista político e presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros afirma que o partido dele, em conjunto com outros partidos de oposição, vai pedir que o ministro da Defesa se manifeste em Juízo, no STF, explicando se teria ou não dados as declarações. “E mais, qual é a opinião [do ministro] sobre o papel das Forças Armadas em relação a propostas que tramitam no Legislativo.”

Ele ainda declarou que a interpelação deve ser protocolada ainda nesta quinta-feira 22.

“É inadmissível mesmo a hipótese de que o ministro esteja interferindo nas definições da Câmara dos Deputados sobre voto impresso e sobre qualquer outro tema”, disse o cientista.

No Twitter, Juliano publicou: “Espero que o STF não se omita e acolha nossa ação. A partir daí, outras medidas podem ser tomadas. Não aceitaremos ameaças de golpe”.

Braga Netto também poderá ser convocado para prestar contas ao Congresso, conforme publicação em rede social da ex-deputada Gleisi Hoffmann.

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Repórter do site de CartaCapital

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