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Paraíso bolsonarista

Como Santa Catarina virou o bunker do reacionarismo brasileiro

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Quem dá mais? Topázio Neto, prefeito de Florianópolis, e Jorginho Mello, governador, disputam o posto de maior defensor da cultura e das tradições – Imagem: Redes Sociais/Visite Pomerode, Léo Munhoz/GOVSC e Leonardo Souza/Prefeitura de Florianópolis
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No fim do ano passado, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, do PSD, decidiu mostrar ao Brasil, e quiçá ao mundo, a eficiência do “controle de fronteiras” instalado na rodoviária da cidade. “Mais de 500 pessoas já foram devolvidas pelo trabalho dessa equipe e devemos reforçar ainda mais no verão”, comemorou em vídeo publicado nas redes sociais. “Não podemos impedir ninguém de tentar uma vida melhor em Florianópolis, mas precisamos manter a ordem e as regras. Quem aqui desembarca deve respeitar as nossas regras e a nossa cultura. Simples assim.”

A ideia, “simples assim”, de barrar possíveis imigrantes que não se enquadram nas “regras e na cultura” da capital catarinense, segundo os critérios do alcaide, foi o ápice de uma onda de abordagens a pobres e moradores de rua espalhada por municípios administrados por bolsonaristas, em especial na Região Sul. O projeto aclamado por Neto e alvo da Defensoria Pública da União se resumia a interceptar os inconvenientes antes mesmo de eles pisarem em solo estadual e mandá-los de volta para casa no primeiro itinerário. O segundo passo foi a criação dos “agentes comunitários”, um grupo de voluntários apelidado de ICE, em referência à polícia de migração dos EUA, por conta da abordagem truculenta nas praias e pontos turísticos.

“O catarinense é um ressentido”, diz Lia Vainer Shucman, da UFSC

Para não ficar atrás, o governador Jorginho Mello, do PL, resolveu afrontar as leis federais e extinguir as cotas nas universidades, projeto considerado ilegal e suspenso pelo Supremo Tribunal Federal. O comportamento encontra eco na sociedade. Um grupo de adolescentes decidiu torturar e matar o cão Orelha e denúncias de trabalho análogo à escravidão tisnaram a colheita de maçãs, enquanto “cidadãos de bem” ensinam no YouTube o que é preciso para viver na região sem causar constrangimentos e repulsa aos nativos.

Nunca Santa Catarina esteve tão em evidência. Bunker do bolsonarismo pátrio, o estado, dado o radicalismo crescente e orgulhoso de eleitos e eleitores, ganhou o apelido de Santa Catareich, em alusão ao Terceiro Reich nazista. “Santa Catarina não é para amadores”, resume ­Ideli Salvatti­, ex-ministra do governo Dilma Rousseff e ex-senadora pelo PT. Segundo ela, o estado sempre foi conservador, mas o extremismo tem alcançado os píncaros. “Bem lá atrás, no passado, quando o voto feminino foi conquistado no Brasil, na década de 1930, Antonieta de Barros foi eleita deputada estadual em 1934, e ela era uma professora, jornalista e negra. Em 2002, na primeira eleição do presidente Lula, ele teve 56% dos votos válidos no primeiro turno entre os catarinenses, a maior vitória petista em todo o País”, recorda.

Marketing. A Oktoberfest consolidou o sentimento “germânico” em Blumenau, típica cidade brasileira até os anos 1980 – Imagem: Giovanni Silva/Prefeitura de Blumenau

O que mudou desde então? Em 2022, Jair Bolsonaro teve 70% dos votos no estado. O desempenho levou o clã, cevado no Rio de Janeiro, a adotar Santa Catarina como novo lar “político”. Jair Renan, o filho 04, tornou-se, em sua primeira disputa, vereador em Balneário Camboriú. Carlos, o 02, após sete mandatos na Câmara fluminense, mudou o domicílio eleitoral e tentará convencer os catarinenses a elegê-lo ao Senado. Adendo: sua pré-candidatura tem causado rebuliço na base bolsonarista local. “Sim, Santa Catarina é conservadora. Existe um forte senso de pertencimento que se tornou ainda mais forte no primeiro mandato de Lula”, afirma a deputada federal Júlia Zanatta, filiada ao PL de Bolsonaro e conhecida pela tiara de flores na cabeça, que serve tanto para “homenagear as tradições germânicas” quanto para lembrar as frauleins entusiastas de Adolf Hitler. A esquerda, prossegue a parlamentar, empurrou o estado em direção ao reacionarismo. “Brasília é o inimigo do catarinense. O contribuinte daqui manda muito dinheiro para lá e recebe pouco. Há uma sensação de injustiça.” Além da tiara, Zanatta costuma expressar seu orgulho com uma camiseta com os seguintes dizeres: “Não sou perfeito, mas sou catarinense, que é quase a mesma coisa”.

Será? “O catarinense é um ressentido”, resume a professora Lia Vainer ­Shucman, da Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em psicologia social pela Universidade de São Paulo. “Principalmente os agricultores do interior. Eles não são cheios de dinheiro como o agro da soja, no Centro-Oeste. E, embora mais pobres, se sentem superiores, ‘mais brancos’, e não gostam da esquerda porque ela é, na visão deles, contra o campo e contra a gente que trabalha.”

Uma filosofia ainda muito atual conhecida como “trabalho superior alemão”, trazida pelos imigrantes europeus, teve reflexo na formação psicológica da população. Nos idos do século XIX, o plano do Império para o Sul do Brasil era criar uma sociedade “embranquecida”, em resposta à mestiçagem das outras regiões. Na Europa, a industrialização avançava. Camponeses eram retirados à força de suas terras para trabalhar nas fábricas, em grandes cidades. Quem não queria essa vida só tinha uma saída: migrar, ou para os Estados Unidos ou para o Brasil. Um perfeito match com os objetivos racistas de Dom Pedro II. Entre 1829 e 1930, milhares de alemães chegaram ao Brasil para trabalhar em pequenas propriedades, que seriam suas no futuro, desde que “limpassem o terreno” da presença indígena e pagassem a propriedade com parte da produção. Os migrantes eram essencialmente luteranos, ciosos da retidão de conduta e do trabalho duro.

É um estado formado por “ilhas étnicas”

O trabalho, contudo, não dava status naquela época. “Ninguém da alta sociedade trabalhava. Era coisa de escravo, malvisto e feio. Os imigrantes, por consequência, eram rejeitados socialmente porque trabalhavam muito e por não serem católicos”, afirma o geógrafo Felipe Ricardo Borges Lopes. Autor de uma pesquisa sobre imigrantes em Pomerode, Lopes diz que nasceu dessa fragilidade, dessa rejeição, um sentimento de superioridade. “Há documentos que mostram que se recomendava a esse germânico que se vestisse sempre bem, que se apresentasse limpo e calçado, para ter aparência de rico e ser ‘benquisto’.” Daí surge, apontam os especialistas, o fetiche social do “trabalho superior alemão”. Na cabeça do imigrante, seu serviço valia muito mais do que aquele do escravizado, embora muitos até usassem mão de obra negra escrava, ou a de outros brasileiros e bem mais até do que de outros imigrantes, italianos ou portugueses, geralmente católicos. “É o catarinense alemão de hoje, que fala dialetos, faz sua ­chimia, sua cuca e cuida do jardim na frente de casa”, acrescenta Shucman.

Rejeitados socialmente, os imigrantes formaram as próprias vilas, depois transformadas em cidades, dando origem ao que hoje são municípios como Pomerode, Blumenau, Joinville, Treze Tílias e São Pedro de Alcântara. Em resumo, Santa Catarina é, essencialmente, um estado formado por “ilhas étnicas”. O convívio apenas com gente que compartilha os mesmos valores, em grupos sociais coesos, analisa Luciana Veiga, professora do Departamento de Estudos Políticos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, amplia dramaticamente o rea­cionarismo catarinense em relação a outros estados, como Paraná e Rio Grande do Sul, onde a migração europeia também formou agrupamentos, embora com mais diversidade de origens (italianos, ucranianos, poloneses, franceses e holandeses). “Quando se tem pouca exposição a outras culturas, a outras vivências, os valores originais de um grupo se acentuam.”

Nem tudo são flores. A deputada Zanatta e a coroa associada ao nazismo – Imagem: Vini Loures/Agência Câmara

Em Pomerode, no Vale do Itajaí, onde os cidadãos se orgulham do fato de a cidade ser considerada a mais alemã do Brasil, 80% da população é branca. Nas escolas, há classes bilíngues (português/alemão). Nas palavras do governador Mello, “Pomerode se destaca pela beleza turística que tem (…), pela cor da pele das pessoas”.

É de lá o casal Jenifer Milbratz e Cleiton Stainzack, que causou furor no Instagram­ por causa do vídeo intitulado “Como fazer um bebê alemão”. Depois de dar a receita, Milbratz alerta: é preciso conferir os resultados. “Uma pele bem fofa, bem branquinha, para deixar qualquer lagartixa com inveja.” A internet veio abaixo e a influencer viu-se impelida a publicar outro post para rebater as críticas. “Agora, fica a pergunta: a diversidade cultural e étnica no Brasil só é válida se for de matriz africana? O nordestino pode (e deve!) ter orgulho de sua terra e cultura. Mas, quando nós, do Sul, temos o mesmo sentimento, somos chamados de racistas?” Milbratz não atendeu aos pedidos de entrevista.

Migração, ontem e hoje. Tradicional família germânica que veio tentar a sorte no Brasil no início do século passado. Carluxo fez do estado seu novo lar – Imagem: Câmara do Rio e Acervo Histórico de Joinville/Família Friedmann

“Odeio o lugar de onde eu vim”, desabafa o escritor Marcelo Labes, de Blumenau. Todo esse orgulho da ascendência alemã, afirma, foi fabricado e ganhou corpo nos anos 1980, quando a cidade dependia massivamente da indústria têxtil. “Meu pai era funcionário da Artex e minha mãe, empregada doméstica. Com a invasão de tecidos chineses baratos, o setor começou a afundar. Uma greve com a adesão de 40 mil trabalhadores chegou a parar a cidade.” Diante do colapso econômico, o ­Poder Público de Blumenau decidiu investir em outra fonte de renda, o turismo. A prefeitura passou a incentivar a construção de casas e prédios no estilo enxaimel, arquitetura tradicional alemã, por meio da isenção de IPTU. Antes, o município se parecia com outros tantos Brasil afora. “Por conta desse incentivo, até banco e oficina mecânica foram construídos no estilo alemão.” A cultura dos imigrantes existia, mas era restrita ao convívio familiar. “Meu pai só foi aprender português quando foi para a escola. Em casa, só se falava o alemão dialetal”, recorda o escritor. Antes dos anos 1980, diz, ninguém tinha costume de andar com tiara de flores, vestido e avental ou de lederhosen, a jardineira masculina alemã tradicional.

A criação da Oktoberfest em 1984 acelerou o processo. “No começo, era uma festa sem expressão. Mas ela foi se elitizando e ganhando tamanho, dinheiro. Assim, o turismo acabou forjando uma identidade alemã. O turismo foi transmutado na identidade do catarinense alemão.”

Em Blumenau, o turismo forjou uma identidade “alemã”

Uma onda recente de migração, diferente daquela do início do século passado, tem atiçado a xenofobia. Mais de 80 mil paraenses vivem hoje em Santa Catarina, atraídos pela oferta de postos de trabalho. O estado registra uma taxa de ­desemprego (2,2%) abaixo do nível nacional e tem um dos maiores índices de formalização, cerca de 65%. “A gente vive em comunidade, nortista com nortista, porque é difícil se misturar com os catarinenses. Eu mesmo tenho um ou dois amigos que são daqui”, conta o produtor cultural Nickson Galúcio, o DJ Nia, que vive em Florianópolis desde 2016. Veio para estudar, mas resolveu ficar. “Os catarinenses não gostam que a gente traga para cá a nossa música, nossa gastronomia. Acham ruim que a gente mantenha aqui a cultura paraense. E acham que, porque a gente é de lá, somos todos petistas.” O DJ se apresentou, em 21 de março, antes da cantora Joelma, uma das maiores atrações da Maratona Cultural de Florianópolis. “Estou tão orgulhoso, tão feliz, mas tive de aguentar certos comentários nas redes.” Um deles: “Mas é aniversário de Florianópolis, por que não trazer alguém do nosso estado?” O problema é que, desde o aparecimento de Vera Fischer nos anos 1970, poucos catarinenses além da funkeira MC Pipokinha e do ator Rodrigo Hilbert alcançaram alguma fama nacional.

“As elites catarinenses nunca chegaram a se intelectualizar”, dispara Labes. “Por isso ‘se casaram’ tão bem com o bolsonarismo.” Gabriel Maschio, doutor em Sociologia e Ciência Política pela UFSC e também escritor, concorda e acrescenta: “Essa elite encontrou um veículo de expressão com Bolsonaro e isso piora muito, ganhando mais expressão, em tempos de eleição, como agora. Tanto que, recentemente, o tema Santa Catarina não sai das redes”.

Estereótipos. O casal do bebê branco e o delegado do caso Orelha surfam na onda – Imagem: Ricardo Trida/GOVSC e Redes Sociais

O delegado-geral da Polícia Civil Ulisses Gabriel aproveitou o ambiente para obter seus 15 minutos de fama. Conhecido pela investigação da morte do cão Orelha, Gabriel anunciou a candidatura a deputado­ estadual. Quem acertar o partido ganha uma tiara de flores ao estilo da deputada Zanatta. Isso mesmo, o PL. Durante os dias de repercussão da morte do cachorro, a média de curtidas por publicação no Instagram do delegado saltou de 2 mil para 12 mil. Para não decepcionar a base, o policial abusou do proselitismo político. “Lamentável! Nos atacam por ser um Estado de direita (sic), o mais seguro, o que mais cresce, o com o menor índice de desemprego do mundo, o que menos tem beneficiados do Bolsa Família”, escreveu. Gabriel também não atendeu aos pedidos de entrevista.

Conforme as eleições se aproximem, imagina-se, mais constantes e radicais serão as manifestações. Por essa razão, o professor Andrei Pereira achou melhor se mudar. “Estou feliz de estar longe, principalmente agora”, diz o gaúcho, por 13 anos morador de Florianópolis, onde se casou com um médico-veterinário e dava aulas na rede pública de ensino. Sua vida era bem tranquila até o dia em que decidiu usar uma camiseta do MST num evento escolar, no ano passado. A partir desse momento, virou alvo de ameaças, principalmente por meio do perfil “Pais Conservadores Floripa”. Em 25 de julho, quando fumava em frente à escola, durante um intervalo, foi atacado por um dos frequentadores do grupo. “Disse a ele que era para entrarmos e conversarmos dentro da escola. Mas ele começou a me agredir, com socos no rosto e na orelha. Foi horrível.” Abalado, o casal, que há poucos meses adotou uma criança catarinense, retornou a Porto Alegre. “Sofri crise de pânico e resolvi ficar perto da minha família, me afastar de tudo aquilo. Tive a vida atravessada por esse conservadorismo e não quero minha filha perto disso.” Procurados, os responsáveis pelo perfil na rede social preferiram o silêncio. •


A Dubai brasileira

Da cafonice e da ostentação vive Balneário Camboriú

Psicanálise. O fetiche dos arranha-céus domina a cidade – Imagem: iStockphoto

“Esta é a cidade menos brasileira que conheci até agora”, disse o influenciador britânico de viagens Keanu ­Campbell, num vídeo recente sobre Balneário Camboriú. “Tudo lá é exagerado, é um playground de gente rica.”

Conhecida como a “Dubai brasileira”, Balneário tem o valor médio de 14.906 reais por metro quadrado, o mais caro do Brasil, de acordo com o índice FipeZap. “É uma ilha econômica”, diz Marcus Polette, morador da cidade, oceanógrafo e professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), pós-doutorado em Ciências Políticas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Camboriú, a cidade vizinha, recorda, emancipou-se de Itajaí em 5 de abril de 1884. E Balneário Camboriú, parte de Camboriú, tornou-se cidade somente em 1964, quando o turismo de praia começou a vingar com mais força no Brasil. “Desde então, todos os prefeitos da cidade tinham ligação com o mercado imobiliá­rio.” A cidade, a segunda menor de Santa Catarina, tem 54 quilômetros quadrados, espremidos entre o mar, a ­BR-101 e as montanhas. É uma área semelhante àquela da Ilha de Manhattan, em Nova York, ou do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha.

Para aumentar o número de contribuintes de IPTU, desde os anos 1990 a administração municipal incentiva a construção de prédios. Em 2012, os arranha-céus foram liberados, impulsionados por mudanças no Plano Diretor e outras regras. Vários edifícios antigos, de até 12 andares, acabaram demolidos para dar lugar a torres como o Yachthouse by ­Pininfarina, segundo residencial mais alto do Brasil, com 82 andares e um total de 264 unidades, avaliadas a partir de 8 milhões de reais cada uma. Só perde para o One Tower, com 290 metros de altura e 84 andares, na mesma cidade.

O perfil imobiliário guarda relação com o avanço bolsonarista  (74,57% dos eleitores da cidade votaram no candidato em 2022 e o filho do ex-presidente, Jair Renan, foi o vereador mais votado em dois anos depois). “Os pobres não moram aqui. É muito caro. Quem vive aqui é basicamente dependente do mercado imobiliário. São corretores, decoradores e comerciantes, vendedores de utensílios, materiais de acabamento”, destrincha Polette.

E onde estão os pobres? Quem não tem dinheiro, mora nas cidades vizinhas, como Camboriú, onde a rede de esgoto é precária. Sem os miseráveis por perto, Balneário é, para seus moradores, uma grande Disneylândia reacionária, onde não há a ansiedade gerada pela injustiça social. Os problemas – poluição, falta de saneamento, violência – ficam em outros municípios ao redor.

Não por outro motivo, a cidade rejeita a ideia de ter uma universidade há anos. “Isso já foi proposto e recusado várias vezes, porque não interessa a quem tem o poder que haja pensamento crítico na cidade”, acredita Polette.

Mas até o céu – ou ao menos a praia – tem limites. Em 2021, o município precisou aumentar a faixa de areia por conta da sombra dos arranha-céus à beira-mar, uma imagem negativa para o turismo. Atualmente, a prefeitura discute controlar a altura dos prédios. O problema é que chegará um momento em que Balneário não terá mais para onde crescer, a não ser à custa de tapar o sol.

Publicado na edição n° 1405 de CartaCapital, em 25 de março de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘Paraíso bolsonarista ‘

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