Para PSDB, chegada da ‘terceira via’ no 2º turno contra Lula ou Bolsonaro depende do União Brasil

Bruno Araújo, presidente do PSDB, confirmou que conversas para o apoio do ‘partidão’ da direita estariam acontecendo

O presidente do PSDB, Bruno Araújo. Foto: Divulgação

O presidente do PSDB, Bruno Araújo. Foto: Divulgação

Política

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, afirmou nesta sexta-feira 19 que chegará ao segundo turno, contra Lula ou Jair Bolsonaro, o candidato de ‘terceira via’ que tiver o apoio do União Brasil, fusão do PSL com DEM. A análise foi feita em entrevista ao jornal O Globo, para qual ele também confirmou trabalhar na articulação com o novo ‘partidão’ da direita. Araújo também não negou uma aliança dos tucanos com Sergio Moro (Podemos).

“O PSDB está tendo um diálogo mais próximo e consistente com o União Brasil e o MDB. Estamos conversando também com o Podemos, Cidadania, PV e o Novo com uma certa frequência. O União Brasil talvez seja o player mais importante na consolidação de alianças que possam colocar um candidato no segundo turno com Lula ou Bolsonaro”, afirmou o dirigente.

Questionado sobre uma composição do PSDB com Sergio Moro, Araújo se esquivou:

“Todas as composições que estejam distantes de Lula e de Bolsonaro serão objeto de abordagem e conciliação a partir de domingo. Não há como viabilizar um ambiente político sem um amplo processo de diálogo”, respondeu.

Na entrevista, o dirigente também foi questionado se o partido terá mesmo um candidato próprio ou aceitaria uma indicação para vice em uma chapa de terceira via. Para ele, irá depender de quem sair vitorioso das prévias entre João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio Neto, sem deixar claro qual seria a opção para cada caso.

“Só é protagonista quem tem capacidade de liderar. Vai depender do grau, competência e qualidade do escolhido no domingo”, destacou sem detalhar o caminho mais alinhado para cada um dos pré-candidatos do partido.

Ainda na conversa, Araújo minimizou os elogios de Geraldo Alckmin, ainda filiado ao PSDB, a Lula. Para ele, é uma leitura política individual do tucano e não reflete a opinião do partido sobre o ex-presidente.

“Esta foi uma avaliação feita pelo governador Geraldo Alckmin, que tem experiência para fazer essas avaliações. Como presidente do PSDB, quero dizer que isso não tem nada a ver com a história política do partido. A história PSDB é segregada do Partido dos Trabalhadores”, disse, complementando em seguida que o mesmo distanciamento valeria para Jair Bolsonaro.

Ainda assim, o partido tucano segue alinhado ao atual presidente da República nas votações do Congresso Nacional. Sobre o tema, o dirigente também minimizou a atuação da bancada:

“Esses parlamentares estão no conjunto da sua sobrevivência eleitoral. E compreendo isso até um determinado ponto. Ao ponto que não comprometa um projeto coletivo. Passadas as prévias, isso deve tomar um leito normal, com a proximidade das eleições”, afirmou.

Segundo disse, bolsonaristas não serão ‘expulsos’ do partido se apoiarem o candidato do PSDB nas eleições de 2022.

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