CartaExpressa
Pacheco cobra vigilância dos Poderes contra ‘traidores da Pátria’ em ato sobre 8 de Janeiro
O presidente do Senado anunciou a retirada das grades de proteção do Congresso, instaladas após os ataques golpistas
Um ano após os atos golpistas de 8 de Janeiro, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que as instituições estão vigilantes contra “traidores da pátria” que desejam tomar o poder à base da força e do vandalismo.
As declarações foram concedidas nesta segunda-feira 8, durante solenidade que relembra os ataques em Brasília. Pacheco ainda afirmou que o ato Democracia Inabalada, convocado pelo governo federal, é a “reafirmação da opção democrática feita pelo povo brasileiro”.
“Neste ato que celebra a maturidade e a solidez de nossa República, digo a todos os brasileiros que os Poderes permanecem vigilantes contra os traidores da Pátria, contra essa minoria que deseja tomar o poder ao arrepio da Constituição,” disse.
“O Congresso Nacional é esteio seguro da democracia. Estaremos sempre abertos ao debate, ao pluralismo e ao dissenso, mas nunca toleraremos a violência, o golpismo e o desrespeito à vontade do povo brasileiro”, acrescentou o senador. “A Constituição foi e continuará sendo cumprida. Ela não é letra morta.”
Ao final do evento, Pacheco anunciou a retirada das grades de proteção do Congresso, instaladas permanentemente após os ataques golpistas.
“É chegada a hora, em 8 de janeiro de 2024, um ano após essa tragédia democrática do Brasil, de abrir o Congresso Nacional para o povo brasileiro”, prosseguiu. “Para que todos tenham compreensão de que esta Casa é a Casa deles, do povo, de representantes eleitos.”
O evento desta segunda aconteceu no Salão Negro do Congresso e reuniu diversas autoridades, entre ministros do governo e de tribunais superiores, governadores e parlamentares, além de membros da sociedade civil. O presidente Lula (PT) e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, também marcaram presença.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Nunca temi pela nossa democracia, diz Mendonça em vídeo sobre o 8 de Janeiro
Por CartaCapital
Um ano após o 8 de Janeiro, PF apreendeu quase R$ 24 milhões em bens
Por Camila da Silva


