Justiça

Os próximos passos do julgamento da revisão criminal de Bolsonaro no STF

A alegação da defesa é de que houve ‘erro judiciário’ no julgamento

Os próximos passos do julgamento da revisão criminal de Bolsonaro no STF
Os próximos passos do julgamento da revisão criminal de Bolsonaro no STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro, em 17 de julho de 2025. Foto: Mateus Bonomi/AFP
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O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, informou à Procuradoria-Geral da República, nesta quarta-feira 27, o prazo de 20 dias para apresentação de parecer sobre a revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os advogados do ex-capitão protocolaram o pedido no dia 8 de maio para anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. A alegação da defesa é de que houve “erro judiciário” no julgamento.

Para alguns juristas, a revisão criminal – por ser uma ação autônoma de impugnação e não um recurso – apresenta chances reduzidas de reverter a condenação. Para isso, deve ficar comprovado eventual ilegalidade, erro judiciário ou se surgir uma prova nova.

O julgamento de Bolsonaro já foi validado pela Primeira Turma do Supremo, composta por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Na Segunda Turma, o ex-presidente conta apenas com três apoiadores – Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques. Os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes acompanham o entendimento da maioria sobre o caso.

A previsão é que o Supremo valide a decisão que condenou Bolsonaro. O processo foi distribuído ao Nunes Marques por sorteio e não por prevenção pois é o que prevê o Regimento Interno do STF.

Entenda os próximos passos

  • Após a apresentação do parecer pela PGR, os autos voltam para o Nunes Marques, que elabora o relatório e o seu voto;
  • em seguida, o ministro libera o processo para inclusão em pauta de julgamento no plenário, formado por todos os ministros;
  • no julgamento, o resultado pode ser a absolvição, a modificação da pena, a anulação do processo ou a determinação de um novo julgamento;
  • não há recurso para revisão em que a condenação aconteceu originariamente no Supremo; e
  • se houver absolvição, cessam os efeitos penais da condenação e os direitos políticos podem ser restabelecidos.

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