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Oposição venezuelana apresenta a Bolsonaro plano para derrubar Maduro

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Líderes do grupo oposicionista mais à direita da Venezuela, chamado Rumbo Libertad, se reuniram com Jair Bolsonaro e membros de seu governo nessas quinta e sexta-feira (17 e 18). Nos encontros, os venezuelanos apresentaram ao presidente brasileiro um plano para tomar o poder na Venezuela, atualmente presidida por Nicolás Maduro, reempossado no cargo no último 10 de janeiro, para um mandato de seis anos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que as autoridades dos dois países debateram planos para a tomada de uma “ação concreta para restabelecer a democracia na Venezuela.”

Já o grupo Rumbo Libertad divulgou nota que diz:

Rumbo Libertad apresentou publicamente um plano de trabalho para transição de governo, chamado Renacer (Renascer), que procura atender a crise humanitária que está se vivendo na Venezuela, reinstitucionalizar o Estado, estabilizar a economia e criar as condições para celebrar eleições livres, após o governo provisório.

Cortina de fumaça

O encontro de Jair Bolsonaro com venezuelanos para discutir um golpe de estado no país vizinho se dá no mesmo momento em que sobe a gravidade da crise na “cozinha” do governo Bolsonaro. Seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro, pediu ao STF e foi atendido para que as investigações a respeito das movimentações financeiras suspeitas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz fossem suspensas. Flávio solicitou também que todas as provas colhidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro até agora no episódio, incluindo as dos depósitos de 24 mil reais na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, fossem sumariamente anuladas. Este pedido não foi atendido.

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Assim, enquanto o país assiste ao primogênito do presidente recorrer ao foro especial para interromper as investigações de que é alvo, o presidente da República e outro de seus filhos, Eduardo Bolsonaro, sobem o tom no discurso contra a Venezuela. Eduardo disse, em seu Twitter:

Mesmo em recesso voltei dos EUA direto para Brasília, onde tive reuniões por toda a tarde e agora também de noite tratando de temas emergenciais referentes a Venezuela e política externa. A Narcoditadura de Maduro é um câncer que precisa ser extirpado.

Jair Bolsonaro, se dirigindo aos venezuelanos, disse, com seu português bastante peculiar:

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Nós nos sentimos de uma maneira bastante constrangida, porque se vocês não tiverem essa liberdade, nós aqui também nos sentimos da mesma maneira. Sabemos como esse desgoverno chegou ao poder, inclusive com ajuda de presidentes que o Brasil já teve, e isso nos torna responsáveis pela situação que vocês se encontram, em parte

Já Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz não deram nenhuma declaração pública nesta sexta-feira.

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