Justiça
Operação da PF mira Rui Costa Pimenta, candidato à Presidência pelo PCO
As diligências miram possíveis irregularidades no uso de recursos do Fundo Partidário e no financiamento de campanhas
Uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira 11 mira o candidato à Presidência da República Rui Costa Pimenta, do PCO. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão após investigações indicarem possíveis irregularidades no uso de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
As possíveis irregularidades teriam ocorrido em pagamentos realizados pela legenda a pelo menos três empresas.
Em nota, o PCO negou ilegalidade nos pagamentos e afirmou que a medida da PF é “ilegal, antidemocrática, uma óbvia perseguição política e eleitoral e uma tática de intimidação”.
“Não se trata apenas de um abuso de poder e perseguição flagrantes, trata-se de um ato ridículo e digno de palhaços de circo”, reagiu o partido. “É evidente que montaram um show para a imprensa usando o dinheiro público e o aparato policial.”
As investigações
De acordo com a PF, há possível incompatibilidade entre as estruturas das empresas contratadas pelo partido, os valores recebidos e os vínculos mantidos com pessoas da própria legenda. Há uma apuração direta sobre a possível contratação de pessoas físicas e jurídicas ligadas à estrutura partidária, incluindo familiares de dirigentes.
As supostas irregularidades foram identificadas após avaliações do Tribunal Superior Eleitoral, incluindo contas reprovadas pela Justiça Eleitoral. Rui Costa Pimenta teria participação direta na administração dos recursos partidários.
Além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Pimenta e à legenda, a PF realizou bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, sequestro de bens, restrições patrimoniais e afastamento de investigados de funções de direção – sem confirmar se Pimenta é um dos alvos dessas medidas.
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