Justiça

OAB do Rio vai ao CNJ contra Bretas por atividade de coaching

Mesmo afastado do cargo, sustenta a entidade, o ex-juiz da Lava Jato tem de observar as normas e os princípios éticos da magistratura

OAB do Rio vai ao CNJ contra Bretas por atividade de coaching
OAB do Rio vai ao CNJ contra Bretas por atividade de coaching
Juiz Marcelo Bretas - Fernando Frazão/Agência Brasil
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A seção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil acionou na segunda-feira 3 a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça contra o ex-juiz da Lava Jato Marcelo Bretas. Segundo a entidade, o magistrado age como um coach nas redes sociais, uma postura incompatível com a carreira.

O CNJ afastou Bretas em fevereiro de 2023 por desvios na condução de processos da Lava Jato. Mesmo longe do cargo, sustenta a OAB, ele tem de observar as normas e os princípios éticos da magistratura.

“Todavia, desde a imposição da excepcional medida em questão, o ora magistrado reclamado vem ampliando continuamente sua exposição pública, oferecendo e ministrando cursos típicos de atividades de coaching“, sustenta a Ordem.

Resoluções do CNJ vedam aos juízes a realização de atividades de coaching e manifestações que busquem autopromoção ou superexposição. A reclamção disciplinar da OAB, porém, lista cursos oferecidos por Bretas, um deles ao custo de 2.497 reais.

A entidade pede ao Conselho a abertura de um processo administrativo disciplinar, a suspensão dos perfis de Bretas nas redes sociais e um afastamento cautelar também em decorrência dos fatos relatados.

“O magistrado reclamado se vale de superexposição e ostensiva autopromoção, explorando sua condição de membro do Poder Judiciário e enfatizando sua atuação em casos de grande repercussão, notadamente no âmbito da extinta força-tarefa da assim chamada operação lava jato, como estratégia para fomentar a comercialização de seus serviços de coaching“, acrescenta o documento.

Assinam a peça o procurador-geral da OAB-RJ, Marcos Luiz Oliveira de Sousa, e o subprocurador-geral Thiago Gomes Morani. A reclamação chegou ao corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell.

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