Justiça

O que se sabe sobre a operação da PF contra o governador do Acre

Agentes vasculharam endereços de Gladson Cameli, em Rio Branco. O governador afirma que investigação trata de denúncia ligada a registro de piloto

O que se sabe sobre a operação da PF contra o governador do Acre
O que se sabe sobre a operação da PF contra o governador do Acre
Gladson Cameli (PP), governador do Acre. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira 5, uma operação de busca e apreensão na casa do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), em Rio Branco. Durante a ação, agentes recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro. Segundo o governador, os valores têm origem privada e serviam de reserva financeira, com comprovação a ser apresentada às autoridades.

De acordo com Cameli, a diligência decorre de uma denúncia relacionada a um processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local. Em nota divulgada após a operação, o governador afirmou ter prestado esclarecimentos “com tranquilidade e transparência” e declarou se manter “sereno”.

As buscas foram autorizadas pela ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça. A PF não divulgou detalhes adicionais sobre a investigação.

Além da apuração desta quinta, Cameli é investigado no âmbito da Operação Ptolomeu, que deu origem a nove inquéritos sobre suspeitas de desvios de recursos públicos. Ele responde a uma ação penal no STJ por crimes como corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Em dezembro de 2025, o julgamento da ação começou na Corte Especial do STJ, com o voto da relatora propondo condenação e perda do cargo, mas a análise foi suspensa após um pedido de vista e ainda não há data para a retomada. O governador sustenta que não há decisão definitiva e afirma confiar na Justiça.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo